Quando pensamos em música pernambucana, impossível não lembrar de Juliano Holanda. Ele, que tem mais de 20 anos de carreira, deu seu primeiro voo solo em 2013 com a gravação de A Arte de Ser Invisível e Para Saber Ser Nuvem de Cimento Quando o Céu for de Concreto é um verdadeiro às na manga quando o assunto é música autoral. Músico bem sedimentado na cena local, ele já participou de um sem número de shows e conta com mais de 100 músicas gravadas por outros intérpretes. A partir de atuações diversas, já participou dos discos de Mônica Feijó, Geraldo Maia, Cascabulho, Gonzaga Leal, Zeh Rocha, Silvério Pessoa, Alessandra Leão e Academia da Berlinda.

Dono de uma trajetória nada embrionária, ele colhe os louros de anos de estrada e hoje oxigena sua carreira com voos solos. A Arte de Ser Invisível conta com a participação de músicos importantes como Benjamin Taubkin, Jam da Silva e Siba. Para além de ser um neófito quando o assunto é carreira solo, Juliano é músico desde os 13 anos de idade, quando ainda vivia em Goiana, cidade da Mata Norte de Pernambuco. Para se aperfeiçoar e ganhar profissionalismo passou pelo Conservatório Pernambucano de Música (CPM) e também pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e conta no seu currículo participações em eventos importantes – como o Domingo no Campus, Abril pro Rock, Mercado Cultural, Na Mira da Música Brasileira – e em espaços como o Sesc Pompéia, Estação Arte e no Festival Rotas Culturais e Comunidades.

juliano

Sua produção mais notável e reconhecida pela crítica local e nacional, A Arte de Ser Invisível tem 11 composições interpretadas pelo próprio Juliano. Há ainda convidados de peso e estirpe como Marcelo Preto, Tatiana Parra, Carlos Ferreira, Siba, Laya Lopes e Geraldo Maia. A presença de sons locais é uma dos principais diferenciais de Holanda. A música traz uma autoralidade e uma pernambucanidade de fácil identificação. O ouvinte sente-se à vontade com a sonoridade de Juliano.

Essa diversidade de parcerias mostra em uníssono a qualidade do artista cujas composições cabem em qualquer voz. “Kama Sutra” é a música que abre a obra e em tom confessional convida o ouvinte a passear pelas próximas 10 faixas. “Na Primeira Cadeira” também merece atenção especial pela força de afirmação contida em cada verso. Um disco para sedimentar e fincar raízes.

Pra Saber Ser Nuvem de Cimento Quando o Céu For de Concreto chega a ser ainda mais autoral e foi gravado com as participações de Isadora Melo, Tom Rocha e Walter Areia.

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