Goldfrapp (Foto: Divulgação)

Goldfrapp confima apelo pop e respaldo da crítica em Seventh Tree
Por Hiran Hervé

GOLDFRAPP
Seventh Tree
[Mute U.S., 2008]

Há cerca de duas semanas Goldfrapp voltou com mais um disco, Seventh Tree. Depois de dois lançamentos um tanto pops e glamurosos (Black Cherry e Supernature), a banda composta por Alison Goldfrapp e Will Gregory traz Seventh Tree como o “contraponto sensual” aos álbuns anteriores. O que eles quiseram dizer com o contraponto não interessa, mas sim que o sex appeal continua em suas composições, construídas com beleza e maestria características. Ao fugir da linha de trabalho anterior, a banda traz novidade em seu repertório lembrando um pouco o espírito de Felt Mountain (2000) mas numa roupagem pop-folk.

Em seus últimos dois discos vimos um Goldfrapp glam rock e dançante, alcançando lugares nos tops 10 mundo afora. Algo até então inédito para a banda que era conhecida bem mais por sua intenção trip hop/ambient music do que por estar normalmente em rádios e paradas pop. Black Cherry (2003) ficou entre os cinco na parada Billboard nos Estados Unidos e Supernature (2006) foi indicado ao Grammy como melhor Álbum Eletrônico e a canção “Ooh La La”, Melhor Gravação Dance. Alison Goldfrapp na época do lançamento de Black Cherry, respondeu sobre o porquê da mudança no som da banda: “nós sentimos que não queríamos nos repetir…queremos sentir o mesmo gosto de novidade que sentimos em “Utopia'”. E assim fizeram com mãos e vozes cuidadosas a ponto de conseguirem sucesso comercial e respeito entre críticos e músicos.

Neste quarto álbum, se renovam, respiram ar fresco, pisando em novas sonoridades e dando a cara à tapa. Mas neste não será necessário ver a outra face. De primeira, eles acertam e muito bem. Seventh Tree traz lindas melodias e composições baseadas em pop eletrônico, boas influências folk e um ar acústico de violão bem gostoso de ouvir. Até mesmo a voz de Alison parece ter desacelerado para acompanhar o ritmo, cantando tão suave. Goldfrapp pode até mudar o som mas, três cernes parecem ser comuns ao trabalho: bem produzido, elegante e vendável.

NOTA: 8,0

Goldfrapp – “A&E”

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