Gaga no Globo de Ouro. (Reprodução).

Gaga no Globo de Ouro. (Reprodução).

A cerimônia da 73ª edição do Globo de Ouro terminou neste domingo (10), como sempre, cheio de surpresas. O evento marca a largada da temporada de premiações de Hollywood e indica as tendências que veremos até o Oscar, em fevereiro. Mas é também um prêmio cheio de particularidades. O destaque este ano foi para O Regresso, longa estrelado por Leonardo DiCaprio, que ganhou melhor filme de drama, ator e diretor. Já Perdido em Marte foi consagrado entre as produções de comédia, incluindo melhor filme e ator para Matt Damon.

A apresentação foi do ator inglês Ricky Gervais, que retornou ao posto após três edições comandadas por Tina Fey e Amy Poehler.

Gaga, melhor atriz

Tem duas coisas que a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (a instituição que organiza o Globo de Ouro) AMA: novatos e celebridades. Por isso podemos dizer que a premiação este ano se superou como nunca ao dar o prêmio de melhor atriz de filme para TV ou minissérie para Lady Gaga por sua atuação em American Horror Story: Hotel.

Gaga, que antes dessa participação, tinha aparecido rapidamente em Sin City e dublado a si mesma em um episódio de Os Simpsons, derrubou nomes de peso como Kisrten Dunst (Fargo), Felicity Huffman (American Crime) e Queen Latifah (incrível em Bessie). Bizarro. Por resultados como esse, o Globo de Ouro vem sendo colocado na berlinda.

A imprensa de Hollywood vem promovendo nas últimas semanas uma “investigação” para saber quem são esses votantes que decidem os indicados e vencedores dos Globos. O Vulture chamou de “randômicos” grande parte dos votantes por sua atuação quase inexpressiva em publicações estrangeiras. Já o Vox reuniu encontrou nomes importantes dentro do grupo, como Jean-Paul Chaillet, do Le Figaro, Silvio Bizio do La Repubblica e Aud Berggen Morisse, do jornal norueguês Verdens Gang. Mas lembra que o evento é feito por um número muito limitado de pessoas – cerca de 90. O Oscar, para citar um exemplo, tem cerca de 7 mil membros.

Celebridades e novatos. Fazendo um apanhado das últimas edições é possível encontrar diversos resultados com essas duas variáveis. Nesta edição entre os novatos tivemos minisséries como Wolf Hall ganhando prêmios de produções favoritas (Fargo, American Crime). Já entre as séries de comédia foi a vez de dar destaque para Mozart In The Jungle, que passou por cima de Transparent, Veep e Orange Is The New Black.

Wagner Moura, quase

Um dos indicados a melhor ator de drama, Wagner Moura não levou o Globo de Ouro por Narcos. Levou Jon Hamm por Mad Man, merecidamente. O prêmio coroa o conjunto da obra de uma série que já é um clássico. Moura ainda terá outras temporadas para fazer história nas temporadas de premiações.

Entre os filmes, o Globo de Ouro destacou O Regresso, novo trabalho de Alejandro González Iñarritu. Além de melhor filme, o longa levou ainda melhor diretor e melhor ator para Leonardo DiCaprio. Já Brie Larson venceu melhor atriz para O Quarto de Jack, o que deve sepultar o seu caminho ao Oscar.

Agora outra bizarrice: Perdido em Marte, de Ridley Scott, ganhou como melhor filme de comédia ou musical. Apesar de momentos espirituosos e muita música disco, é difícil entender essa categorização. Matt Damon ganhou como melhor ator de comédia.

Um resumo desse Globo de Ouro:

Veja a lista completa da premiação (em negrito).

Melhor filme de drama
“Carol”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”
“O quarto de Jack”
“Spotlight”

Melhor ator de drama
Bryan Cranston (“Trumbo”)
Leonardo DiCaprio (“O regresso”)
Michael Fassbender (“Steve Jobs”)
Eddie Redmayne (“A garota dinamarquesa”)
Will Smith (“Concussion”)

Melhor atriz de drama
Cate Blanchett (“Carol”)
Brie Larson (“O quarto de Jack”)
Rooney Mara (“Carol”)
Saoirse Ronan (“Brooklyn”)
Alicia Vikander (“A garota dinamarquesa”)

Melhor filme de comédia ou musical
“A grande aposta”
“Joy: O nome do sucesso”
“Perdido em Marte”
“A espiã que sabia de menos”
“Descompensada”

Melhor atriz de comédia ou musical
Jennifer Lawrence (“Joy: O nome do sucesso”)
Melissa McCarthy (“A espiã que sabia de menos”)
Amy Schumer (“Descompensada”)
Maggie Smith (“A senhora da van”)
Lily Tomlin (“Grandma”)

Melhor atriz em série dramática
Caitriona Balfe (“Outlander”)
Viola Davis (“How to get away with muder”)
Eva Green (“Penny Dreadful”)
Taraji P. Henson (“Empire”)
Robin Wright (“House of cards”)

Melhor diretor
Todd Haynes (“Carol”)
Alejandro G.Iñarritu (“O regresso”)
Tom McCarthy (“Spotlight”)
George Miller (“Mad Max: A estrada da fúria”)
Ridley Scott (“Perdido em Marte”)

Melhor série de drama
“Empire”
“Game of thrones”
“Mr. robot”
“Narcos”
“Outlander”

Melhor canção
“Love me like you do” (“Cinquenta tons de cinza”)
“One kind of love” (“Love & Mercy”)
“See you again” (“Velozes e Furiosos 7”)
“Simple song #3” (“Youth”)
“Writing on the wall” (“007 contra Spectre”)

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Kirsten Dunst (“Fargo”)
Lady Gaga (“American horror story: Hotel”)
Sarah Hay (“Flesh & Bone”)
Felicity Huffman (“American crime”)
Queen Latifah (“Bessie”)

Melhor filme estrangeiro
“O novíssimo testamento”
“O clube”
“O esgrimista”
“Cinco graças”
“O filho de Saul”

Melhor ator em série de comédia ou musical
Aziz Ansari (“Master of none”)
Gael García Bernal (“Mozart in the jungle”)
Rob Lowe (“The grinder”)
Patrick Stewart (“Blunt talk”)
Jeffrey Tambor (“Transparent”)

Melhor roteiro
“O quarto de Jack”
“Spotlight”
“A grande aposta”
“Steve Jobs”
“Os 8 odiados”

Melhor ator coadjuvante
Paul Dano (“Love & Mercy”)
Idris Elba (“Beasts of no nation”)
Mark Rylance (“Ponte dos espiões”)
Michael Shannon (“99 Homes”)
Sylverster Stallone (“Creed”)

Melhor animação
“Anomalisa”
“O bom dinossauro”
“Divertida mente”
“Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o filme”
“Shaun, o carneiro”

Melhor ator de comédia ou musical
Christian Bale (“A grande aposta”)
Steve Carell (“A grande aposta”)
Matt Damon (“Perdido em marte”)
Al Pacino (“Não olhe para trás”)
Mark Ruffalo (“Sentimentos que curam”)

Melhor ator em série dramática
Wagner Moura (“Narcos”)
Jon Hamm (“Mad men”)
Rami Malek (“Mr. robot”)
Bob Odenkirk (“Better call Saul”)
Liev Schreiber (“Ray Donovan”)

Melhor trilha sonora
Carter Burwell (“Carol”)
Alexandre Desplat (“A garota dinamarquesa”)
Ennio Morricone (“Os 8 odiados”)
Daniel Pemberton (“Steve Jobs”)
“Ryuichi Sakamoto e Alva Noto (“O regresso”)

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Alan Cumming (“The good wife”)
Damian Lewis (“Wolf hall”)
Ben Mendelsohn (“Bloodline”)
Tobias Menzies (“Outlander”)
Christian Slater (“Mr. robot”)

Melhor ator minissérie ou filme para a TV
Idris Elba (“Luther”)
Oscar Isaac (“Show me a hero”)
David Oyelowo (“Nightingale”)
Mark Rylance (“Wolf hall”)
Patrick Wilson (“Fargo”)

Melhor minissérie ou filme para TV
“American crime”
“American horror story: Hotel”
“Fargo”
“Flesh & Bone”
“Wolf hall”

Melhor série de comédia ou musical
“Mozart in the jungle”
“Orange is the new black”
“Silicon Valley”
“Transparent”
“Veep”
“Casual”

Melhor atriz em série de comédia ou musical
Rachel Bloom (“Crazy ex-girlfriend”)
Jamie Lee Curtis (“Scream queens”)
Julia Louis-Dreyfus (“Veep”)
Gina Rodriguez (“Jane the virgin”)
Lily Tomlin (“Grace and Frankie”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Uzo Aduba (“Orange is the new black”)
Joanne Froggatt (“Downton Abbey”)
Regina King (“American crime”)
Maura Tierney (“The affair”)
Judith Light (“Transparent”)

Melhor atriz coadjuvante
Jane Fonda (“Youth”)
Jennifer Jason Leigh (“Os 8 odiados”)
Helen Mirren (“Trumbo”)
Alicia Vikander (“Ex machina: Instinto artificial”)
Kate Winslet (“Steve Jobs”)

 

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