Foi uma viagem à Nigéria, cuja paisagem suburbana lembrava muito os conjuntos habitacionais do Rio de Janeiro e Salvador na década de 1950, que inspirou Gilberto Gil para lançar, há 40 anos, Refavela. O álbum ganha agora uma edição comemorativa em vinil e chega também aos streamings.

O nome do disco fazia alusão às novas moradias que tinham como objetivo dar mais dignidade à população, mas, que, por muitas vezes, eram transformadas em novas favelas.

Além de levar em consideração o contrassenso da paisagem, o nome do projeto também cumpria seu compromisso conceitual com o prefixo “re”, que acompanhou o trabalho anterior de Gil, Refazenda, de inspiração rural e que, junto com Realce, compuseram a trilogia RE do compositor.

Gravado em 1977 e com o objetivo de registrar o Black Rio e os “aforismos” da época, de inspiração afro-baianas, “Refavela” foi um dos maiores sucessos da carreira de Gilberto Gil.

O músico fará um novo show com novas leituras das dez faixas do álbum e das canções que fizeram parte da apresentação original, com a participação de Mestrinho, Moreno Veloso e Maíra Freitas, Anelis Assumpção, além, é claro, de Gilberto Gil. Acompanham o espetáculo os músicos Bem Hil (guitarra), Bruno Di Lullo (baixo), Domenico Lancellotti e Thomas Harres (bateria e percussão), Thiagô de Oliveira e Mateus Aleluia (sopros), Nara Gil e Ana Cláudia Lomelino (vocais). A apresentação para celebrar o aniversário do projeto acontecerá no dia 02 de fevereiro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro.

A edição comemorativa do disco já pode ser ouvida no Spotify. Já o vinil é um lançamento da Polysom em parceria com a Warner Music.

Sem mais artigos