A Revista O Grito! publica o Diário da Residência Artística que deu origem à HQ Gemini, uma parceria nossa com o Consulado Geral da França para o Nordeste em Recife/Institut Français. Assinada por e , o quadrinho digital celebra a relação do Brasil e França e também o 14 de Julho, data nacional francesa.

Veja a parte 1 do diário.

Construindo
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Fui andando para a La Centrale, que ficava bem pertinho de onde eu estava hospedado. Aproveitei a caminhada pra conhecer a cidade. No primeiro dia cheguei depois da Clé. Ela me recebeu muito bem e depois de conversarmos um pouco sobre nossas experiências como artistas de países diferentes, eu já fui mostrando as anotações e desenhos que eu tinha feito sobre o projeto.

Nos primeiros dia nós conversamos sobre o quadrinho e como iríamos representar os ideais do 14 de julho com nossa narrativa. Eu não conhecia o trabalho da Clé, mas pelo que pude ver ela era uma profissional já experiente, tendo uma dinâmica de produção bem organizada.

Nós nos comunicávamos em inglês, mas quando faltava a palavra em inglês, a raiz latina do nossos idiomas ajudava bastante, temos palavras parecidas rsrsr.

Eu fiquei com a parte da criação do roteiro, personagem e cenários; a Clé criou os storyboards, fez as cores e desenhou a personagem nas cenas de sonho.

Clé e eu tínhamos referências parecidas, porém ela tem uma pegada mais clássica e eu um pouco experimental/sujo. Trabalhamos de maneira tradicional em todo o início do projeto. Meus esboços foram em A3 em papel e a finalização digital. Mas a Clé trabalhou em lápis, escaneando e colorindo em cima do lápis mesmo, um processo bem bonito o dela.

Eu trabalho com animação também, atualmente faço cenários para um longa metragem animado. Então, a linguagem digital não me é estranha. Mas o que pesou pra gente foi pensar em um quadrinho interativo, transições de cenas estáticas com pequenas interferências animadas, isso sim foi o nosso maior desafio.

Desenho, cores, mímica….
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A dinâmica de trabalho nesses primeiros dias aconteceu de maneira rápida. Roger já tinha trabalhado no projeto, então começamos depois de uma conversa sobre a história e da criação de um storyboard. No início, foram quadrinhos clássicos.

Roger tinha uma ideia especifica do ambiente com a sua proposta inicial… Então, ele fez os decorações e a parte em branco e preto do projeto, e eu fiz a parte com cores.

Na questão do idioma usávamos inglês, mímicas, um pouco de espanhol, e desenhos para comunicar.​

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