A NOVA CARA DO APR
Com produção azeitada e atrações bem selecionadas festival cresce e reafirma sua nova identidade e formato

Quer lançar uma música? Coloque ela em um porta-arquivos e jogue o link no Twitter. Quer lançar um bom álbum? Então construa logo um myspace e faça sua página circular em todas as redes sociais que puder. Sem parar! Essas são as principais premissas dos principiantes. E dos veteranos também. E se dentro da ceara das novidades o que conta é o cacife dentro da rede, o que pensar dos festivais de música? Logo vem na cabeça artistas novos mostrando seus dotes frente à uma plateia disposta a tudo: vaiar ou ovacionar. Tudo uma velharia. E nesse ínterim entre o que é novo, velho e o que será o futuro, o Abril Pro Rock se tornou uma nova vitrine. Reformulou se conceito e…agradou!

A última noite mais parecia uma maratona. Iniciada às 18h, seria difícil pensar em acompanhar tudo no gargarejo do palco.  O que segurou a plateia foi a rapidez da produção, a troca de palco foi realizada de forma rápida e super organizada. E o frio dentro do pavilhão dava o tom de quem queria se jogar e manter o make up super em cima. Fora isso palmas à cobertura vida mídias sociais (leia-se twitter). Esse foi um dos principais ganhos do APR que ganhou forte penetração e permitiu uma repaginada em seu próprio rótulo.

Quem angariou mais público na frente do palco foram os veteranos Wado, 3 Na Massa, Afrika Bambaataa e Pato Fu. Eles foram responsáveis pela casa quase cheia, três mil pessoas segundo a organização do evento, e por arrancar gritos da plateia, levar todos a dançarem e pedidos de Bis.

Wado cantou músicas já conhecidas do público recifense como “Se Vacilar o Jacaré Abraça”, um dos hits da tchurminha style das ladeiras. Ele interpretou também músicas de Atlântico Negro, disco lançado em 2009, como “Hercílio Luz”, “Pavão Macaco” e “Frágil”, uma tríade que mostra as habituais baladinhas do artista. O 3 Na Massa levou Marina de La Riva, Nina Becker, Lurdes da Luz e Karine Carvalho para empostar a voz no pavilhão. Marina arrancou suspiros do publico com a belíssima “Loving You”.

O climão de festança tomou conta do espaço quando o Afrikabambaataa entrou. Classudíssimo, o DJ tocou o melhor do funk e seus MCs foram responsáveis por performances para lá de interativas. Rendendo homenagem, também para Chico Science. “Tá Tudo Dominado” foi o ponto alto do show.

A última apresentação ficou por conta do Pato Fu. Do lado de fora a chuva torrencial não impedia que fãs da banda chegassem de última hora rendendo um pavilhão um pouco mais cheio. Longe da interpretação das canções de seu último disco, o Pato Fu cantou toda sua carreira interpretando, inclusive, clássicos da banda que há bons anos não eram entoados como “Rotomusic de liquidificapum”. Muita emotividade ainda com “Nada Original”, “Made In Japan” e “Sobre o Tempo” que encerrou a apresentação.

Entre o grupos que não eram “cabeças de chave” e que preencheram a grade desda longa noite de show os destaques ficam por Vendo 147, The River Raid e Zeca Viana. Este último fez uma apresentação corretíssima e bem estruturada. Vida longa!

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