Fliporto 2009 bem além dos livros
Por Rafaella Soares, enviada especial a Porto de Galinhas

Foram quatro dias de imersão em literatura dos trópicos, convidados especiais, lançamentos,música, tecnologia, cinema, gastronomia e convergência. A V Festa Literária de Porto de Galinhas – Fliporto, encerrou no último domingo uma programação repleta de boas escolhas para quem gosta do universo da leitura.

De figuras mitológicas como o escritor chileno Eduardo Galeano ao músico-poeta Arnaldo Antunes, o público pode absorver um pouco da literatura Iberoamericana que entitulou o evento este ano. A presença feminina teve papel de destaque no congresso. Ana Paula Maia, contemporânea de Clarah Averbuck, Santiago Nazarian e autora de Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos, novela publicada no blog da autora para depois ser distriubuído por uma editora.

Na contramão do universo online por onde trafega sua obra, Ana Paula disse que vem preferindo ambientar seus livros no campo. Um dos contos do excelente apanhado 25 Mulheres Que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira é dela. Já Ana Luiza Beraba, historiadora, falou do seu livro América Aracnídea, um quase dna da apropriação da latinidade pelos brasileiros, através de um jornal do começo do século, Pensamento da América, anterior aos modernistas.

Convergência, e-readers, kindle…e agora, Mix-leitor D. O software desenvolvido no Porto Digital do Recife, vai permitir o uso de livros didáticos num leitor portátil. Em meio a globais recém-revelados escritores hospedados no melhor hotel da região e hypados na Casa Latino América, com a presença de figuras tão estapafúrdias quanto Elke Maravilha e Lirinha, alguns pocket shows muito bacanas. Dois, pra ser mais precisa: na quinta, Fernanda Takai, na sexta, Arnaldo Antunes.

O filme Simonal: Ninguém Sabe o Duro Que Eu Dei, foi apresentado no Cine Fliporto por um dos seus idealizadores, Claudio Manoel. Mas os nomes mais assediados no fim das contas foram Eduardo Galeano, Laurentino Gomes e a prata da casa, Raimundo Carrero. Sem a pretensão de uma Bienal – que acaba por ser um amontoado de estandes sem a unidade necessária para sustentar tal título – a Fliporto engatou 2009 num crescente que nada deixa a dever sua irmã, em Paraty.

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