Foto: Divulgação

Estréia nesta quinta-feira, Control, filme de Anton Corbijn sobre o líder do Joy Division, Ian Curtis falecido em 1980, aos 23 anos. A cinebiografia é baseada no livro autobiográfico Carícias Distantes (Touching from a Distance), escrito pela viúva do músico.

Ao contrário da inovação proposta por Todd Haynes ao retrato de Bob Dylan em Não Estou Lá, Corbijn conta a história do vocalista do Joy Division segundo sua cronologia, traduzida no crescimento de seus problemas: o divórcio e a culpa que sente pelo adultério que comete, os ataques epilépticos cada vez mais constantes e a concretização do sucesso em forma de turnê pelos Estados Unidos (que não chegou a acontecer).

Ian se casou aos 19 anos (depois de um “Você é irrecuperavelmente minha” declamado à namorada Deborah, interpretada por Samantha Morton) e mora com a mulher na inerte Macclesfield, nos arredores de Manchester. É por ali que nasce o Joy Division (à época Warsaw), depois de Curtis se oferecer a Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris (os posteriores New Order) para ser o vocalista da nova banda. O acerto acontece na saída de um show dos Sex Pistols, em 1976.

O filme entra em circuito nacional depois de ser exibido em mostras e festivais no ano passado. Aqui no Recife passou na Expectativa/Retrospectiva no Cinema da Fundação.

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