O que deveria ser um simples projeto de conclusão de curso de alunos de jornalismo acabou virando curta-metragem muito bem elaborado e editado, digno de cinema. E tudo que merece uma telona deve cumprir seu destino. Será exibido hoje, no Cinema da Fundação, A última Diva.

O filme-projeto conta a história de Amazyle Sampaio, diva do cinema pernambucano do último filme do Ciclo do Recife (1923-1930). Depois de uma visita na fundação, Nelson Sampaio, recém-formado em jornalismo, descobriu que Amazyle Sampaio, sua tia-avó tinha um nome artístico: Mazyl Jurema, a estrela de no cenário da vida, considerado o último filme do ciclo.

Nelson teve a idéia do documentário como projeto de conclusão, e os amigos Virgínia Carvalho e Fernando Victorino caminharam com ele. “Falamos com Renato Spencer e ele foi nosso maior encorajador,” conta Nelson. Aliás, o cineasta forneceu não apenas um grande número de fotos como uma entrevista exclusiva, material bastante deteriorado da década de 80 com a atriz.

O filme traz depoimentos exclusivos como do cineasta Renato Spencer, o crítico e professor Alexandre Figuerôa, Luís Maranhão Filho e Paulo Cunha. Também fala das dificuldades encontradas pela atriz durante as filmagens, o encontro com o galã e futuro marido Manoel Cavalcanti. O charme fica pela dramatização de momentos da atriz, reconstituída através de fotos e relatos. À titulo de curiosidade, quando estava quase pronto, o filme precisou ser regravado inteiro, pois a atriz que estava revivendo a diva engravidou e, durante a edição, novas imagens dos filmes saíram.

Serviço:
A última Diva
Onde: na Fundaj do Derby (Rua Henrique Dias, 609).
Horário: às 19h e 19h30

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