Foto: Beto Figueirôa/Divulgação.

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O Mimo Festival foi cancelado este ano por falta de recursos, disse a organização do evento em um comunicado enviado nesta terça (20). A 12ª edição em Olinda estava previsto para acontecer em novembro. As edições em Parati (RJ), Ouro Preto (MG) e Tiradentes (RJ) ainda serão realizadas.

Segundo o diretor de negócios do , Luiz Calainho, algumas contratações de artistas até já tinham sido iniciadas – Lenine seria um dos destaques. “Vamos ter que desembolsar cachês dos artistas contratados, já tínhamos também comprado passagens internacionais. Estamos na fase de ‘desprodução’ do . Optamos por dar um passo para trás, para que possamos dar um passo adiante no ano que vem”.

Um dos motivos para o cancelamento do em Olinda se deu por conta da falta dinheiro, mas sobretudo por causa da falta de melhores políticas públicas de incentivo à cultura em Pernambuco. O Estado não tem uma lei de ICMS como acontece em Minas e Rio. Por lá, os produtores podem captar investimentos com empresas e estas conseguem abatimentos de impostos estaduais.

A Mimo em Olinda já tinha conseguido patrocínio do BNDES e Bradesco, mas foi insuficiente para montar a edição. “Estivemos com o governador Paulo Câmara, que se mostrou sensível, mas o que ele nos ofereceu não foi suficiente. Duas grandes empresas locais mostraram-se interessadas, mas, infelizmente, Pernambuco não tem uma lei de ICMS para incentivo à cultura com acontece no Rio e em Minas, o que viabilizou a realização em Parati (RJ), Ouro Preto e Tiradentes (RJ)”, disse Calainho.

O Governo de Pernambuco também emitiu nota sobre o cancelamento. “O governo de Pernambuco, por meio da Empetur, é um dos apoiadores do Mimo e tem todo interesse em manter sua ajuda ao evento. Mas está consciente de que apenas o seu apoio é insuficiente para um evento do porte do referido festival. Valores ainda não foram avaliados, pois não há definição de cotas dos demais parceiros”.

O Mimo é um dos festivais de música mais importantes do Brasil e surgiu em Olinda. Sua proposta era popularizar a música instrumental e celebrar as cidades históricas do País. Mais de 780 mil pessoas já passaram por todas as edições desde 2004.

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