O Festival Cartonera vai ser ampliado em 2018 com datas no Recife, Goiana, Lagoa dos Gatos, Garanhuns e São Paulo entre 1 a 23 de setembro. O evento ainda planeja lançamentos de livros e criação de selos literários.

A partir deste mês de agosto já há movimentação do festival com as inscrições, no período de 15 a 25, para 16 atividades formativas. Duas delas com objetivo de criar selos editoriais cartoneros. Um na comunidade Quilombola do Cavuco, no Agreste do estado; outro na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e que será o primeiro selo editorial universitário em Pernambuco. Outra ação prevista na programação é a publicação da Antologia Nós Cartonera, a ser editorada durante o evento e lançada no dia 23 de setembro (último dia do festival), com demonstração pública do processo de artesania dos livros no Ateliê Nós Cartonera, que será montado no Espaço Pasárgada, na Boa Vista, entre os dias 18 e 21 de setembro das 12h às 20h, quando qualquer pessoa poderá acompanhar a manufatura dos exemplares da antologia.

Outro destaque é a realizada da Feira Internacional Cartonera, nos dias 22 e 23, no Paço Alfândega (Recife Antigo), com 21 editoras, sendo três internacionais (Argentina, Chile e França), duas nacionais (SP), quatro do interior do Estado e demais da RMR. A programação fruitiva traz para os diálogos convidados especiais e simbólicos como Washington Cucurto, o iniciador do Movimento, Idália Morejón Arnaiz, editora e poetisa cubana, gestora da Malha Fina Cartonera (nascida e sediada na USP/SP), Olga Sotomayor, principal ícone do Movimento no Chile, Lúcia Rosa (SP), da Dulcinéia Catadora, o escritor Sidney Rocha (CE/PE), entre mais de 30 outros convidados.

Toda a proposta do festival tem uma proposta política de conscientização do consumo. “O gesto firme da utilização do papelão como matéria prima para a produção de capas de livros é uma atitude política e de revisão dos valores do mercado. Não é possível escapar da consciência envolvendo o consumo de produtos, menos ainda em tempos em que o mercado coloca o próprio consumidor em desvantagem absoluta pela preponderância de suas regras. A lógica do consumo é fazer do próprio indivíduo a peça descartável do sistema. Ao contrário disso, no processo de elaboração manufaturada dos livros o acesso é facilitado e o retorno do que já foi investido como recurso da natureza é imediato. Sem o atravessador que impõe as regras de exclusão”, dizem os produtores.

A Internacional Cartonera busca, além de tudo que foi dito acima, ser mais que um festival: uma celebração do fazer coletivo, sustentável, solidário, humano. Uma realização da produtora Nós Pós, foi idealizada pelo produtor cultural e diretor da Nós Pós Alexandre Melo, que também assina a coordenação geral e curadoria, e tem direção de produção de Hudson Wlamir, co-diretor da produtora, e contou com colaboração de diversas cartoneras do estado.

Serviço
INTERNACIONAL CARTONERA
De 1 a 23 de setembro de 2018
Recife, Goiana, Lagoa dos Gatos, Garanhuns e São Paulo

Cronograma resumido
15 a 25 de agosto I Inscrição oficinas
01 a 07 de setembro I Chamada pública Antologia Nós Cartonera
18 a 21 de setembro I Ateliê Nós Cartonera (Editoração da antologia)
10 a 23 de setembro I 17 Oficinas em cinco cidades
10, 11 e 20 a 23 de setembro I Atividades de fruição (Vários espaços)
22 e 23 de setembro I Feira Internacional Cartonera (Paço Alfândega)

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