Em 2013, a publicitária sueca Ellen Tejle passou a usar um selo para marcar, dentre os filmes em cartaz, aqueles que passavam no teste de Bechdel-Wallace – tinham ao menos duas mulheres com nome, conversando entre si e sobre algum tema que não seja homens. O selo foi ideia da cartunista estadunidense Alison Bechdel, e surgiu há 30 anos para ironizar a forma como Hollywood representa as mulheres. Ellen, que dirige a sala de cinema Bio Rio em Estocolmo, colou adesivos nos pôsteres, inseriu uma vinheta nos trailers e divulgou o material na internet para qualquer exibidor do mundo que quisesse abraçar a ideia.

Atualmente, o selo está em mais de dez países, e o Brasil é o próximo. Em visita ao Brasil para participar de seminários enfocando a mulher no Audiovisual ao longo de abril, realizados na Casa de Rui Barbosa no Rio, e em São Paulo, na Unibes, Ellen apresentou sua campanha para diretoras, produtoras, pesquisadoras e críticas, no Rio e em São Paulo, em eventos que contaram com o apoio da Ancine, da Avon, e foram realizados por coletivos de mulheres.

Ellen Tejle e Débora Ivanov, da Ancine.

Além do selo Bechdel, Ellen trouxe ainda o selo Chavez Perez, versão étnica do teste. Aqui o teste avalia se existem personagens não brancos nomeados, se eles conversam entre si e se falam de algo que não seja um crime.

Os selos foram adotados pelo coletivo de críticas de cinema brasileiras As Elviras e vai ser aplicado pelo Femme Fatale.