Da redação da Revista O Grito!, em Recife

O novo filme de Martin Scorcese, Ilha do Medo, reforça novas diretrizes desse diretor, um dos mais importantes do cinema mundial. A primeira, e menos importante, é a presença do ator-fetiche, Leonardo DiCaprio em seu quarto filme ao lado do diretor. Diferentemente de Almodóvar e Cronenberg, que trabalham com alguns artistas durante certo tempo, ainda não está claro o real intuito da presença deste ator para a cinematografia scorceseana. Mas são as qualidades narrativas que mais chamam atenção no longa e mostram que Scorcese ainda é mestre em aliar cinema autoral e sucesso nas bilheterias.

Ainda que esteja afastado do que a crítica costuma chamar de “ousadia narrativa”, presente em seus clássicos, como Taxi Driver, este Ilha do Medo, mostra um Scorcese em boa forma, mesmo com todos os trejeitos dos filmes de aventura cheios de testosterona. E ele não se mostra envergonhado de se deixar seduzir por alguns clichês, como clímax com explosões, tempestade em cenas de suspense, e outras que fazem a plateia se sentir “menos estranha”.

A história conta a investigação do detetive federal Teddy Daniels (DiCaprio), que parte para uma missão na obscura Shutter Island (o nome original do filme), uma ilha que sedia um hospital psiquiátrico onde estão sendo cometidos crimes. Eles tentam descobrir o paradeiro de Rachel Solando, uma das pacientes que sumiu. Inspirado no livro de Dennis Lehane, Paciente 67, o longa vem de uma boa bilheteria nos EUA, onde já rendeu mais de US$ 40 milhões. Ainda ajuda o elenco de grande quilate, Mark Ruffalo e Ben Kingsley. O filme teve estreia nacional nesta sexta (12).

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