Esta semana, a Revista O Grito! estréia uma nova série, a WISHLIST, onde chamamos uma artista para uma conversa descontraída sobre o que ouvem, o que gostam de fazer. Claro que as perguntas não são nada óbvias (na maioria das vezes). Também perguntamos sobre novidades numa pequena entrevista introdutória.

Mauro Motoki, vocalista, tecladista e guitarrista do Ludov foi o primeiro artista convidado. O Ludov é uma banda veterana, mas tem sabor de novidade para seu público, que se renova cada vez mais. Já está nas lojas Disco Paralelo, o novo disco da banda. Confira a entrevista.
Por Paulo Floro

O GRITO: Vocês mantinham uma familiaridade com o público indie, agora, acredito que o público tenha crescido. Como estão encarando esta mudança?
MAURO: Bom, a verdade é que nós nunca fizemos distinção de público, no sentido de categorizar o tipo ou o segmento do qual ele faz parte. Nem mesmo em relação a faixa etária. Então, não sentimos tanto uma mudança significativa, a não ser em relação ao número de pessoas que nos acompanham, que acredito ter crescido, e também em relação à familiaridade entre nós e os fãs mais assíduos.

O que tinham em mente e o que estavam ouvindo quando começaram a gravar Disco Paralelo?
Lembro de poucas coisas que ouvimos na época, como os novos do Caetano e da Marisa Monte. Mas isso não significa que esses discos tenham influenciado diretamente a sonoridade. Aliás, é possível que não tenha havido tempo de serem absorvidos na gravação. Mas o que tínhamos em mente era fazer um disco muito sincero, sem muitos artifícios.

Vocês se sentem mais à vontade com o esquema independente na produção e distribuição dos seus discos?
Sem dúvida que nos sentimos à vontade, mas não podemos afirmar que é mais ou menos do que outro esquema, porque nunca trabalhamos de outra forma até agora. Mesmo o disco anterior, lançado pela Deckdisc, foi produzido de forma independente. Em relação à distribuição física de discos, não faz muita diferença, mas em relação à disponibilização digital da nossa música por exemplo, é sim mais confortável ter a autonomia que o independente proporciona.

Vocês visitaram Recife uma vez. Muitas pessoas compraram o disco Dois a Rodar, e se tornaram fãs do Ludov. O que acharam da cidade? Como está a agenda de vocês este ano?
Recife é uma das cidades mais queridas por nós, pelo público e pela cultura interessantíssima. Toda vez que estivemos por aí foi muito bom. Estamos tentando marcar muitos shows, já estamos viajando para algumas cidades na nova turnê, mas queremos mais.

WISHLIST
Uma lista de desejos e perguntas incomuns

Banda independente nacional que aposta suas fichas.
Seychelles

Filme que nunca viu mas acredita ser muito bom.
Me falaram muito bem do OldBoy hoje.

Banda que não conseguiu engolir nunca.
Coldplay. E a Vanessa [Krongold, vocalista do Ludov] vai me matar, mas tento e não entendo porque a Madonna é tão boa como dizem. Mas ela não é banda, né?

Primeiro disco que comprou na vida.
ULTRAJE A RIGOR – Nós vamos invadir sua praia

O que sente falta no Maybees [banda indie de São Paulo que deu origem ao Ludov].
Ter 19 anos.

Música preferida do Ludov.
Não há.

Se pudesse escolher um livro para definir a banda, qual seria?
Adoraria que fosse algum livro do Paul Auster, ou um gibi do Adrian Tomine.

Desenho animado preferido de todos os tempos.
Simpsons

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