PRIMAIS COM CORAÇÃO
por Paulo Floro

O Love is All vem da Suécia, mesmo lugar de bandas como (International) Noise Conspiracy e Hell on Wheels, conhecidos pela barulheira que fazem. Este quinteto, formado em 2003, no entanto, criou um som bastante primal, meio maluco, apostando num vocal demente, guitarras desordenadas e um original espírito infantil, onírico. No início desse ano, lançaram pelo pequeno selo What’s Your Rapture o disco de estreia Nine Times That Same Song, bem recebido pela crítica. Agora, após assinarem com a Parlophone, a banda se prepara para ser grande. O GRITO! conversou com o vocalista e guitarrista Nicholaus Sparding nesta entrevista exclusiva

Vocês gravaram uma cover de Yoko Ono para o próximo disco. Quais outras bandas e artistas que inspiram vocês?
Eu sempre fui um grande fã de bandas como The Jesus and Mary Chain, The Cure, Spacemen 3, Spiritualized etc. Acho que sou uma grande fã da simplicidade. Quando escrevemos as músicas, todas começam bem simples, e então vamos enchendo-as com todas as diferentes perspectivas de cada um. Pra mim, o Love is All é a mais divertida e criativa banda da qual já fiz parte.

A Suécia tem uma antiga tradição roqueira. Como vocês começaram? Houve alguma influência da cena roqueira sueca?
Realmente sempre fomos desajustados musicalmente. Especialmente em nossa própria cidade, Gothenburg. Há muita testosterona saindo daqui, mas talvez isso tenha nos tenha ajudado a encontrar o nosso som, que é um estilo totalmente contrário. Gothenburg sempre foi um bom ambiente musical, mesmo antes da mídia se interessar pelo que acontece por aqui. Isto fez com que todos se sentissem mais livres para criar o que bem entendessem.

A música de vocês soa bastante espontânea. Como vocês fazem as músicas?
Como eu disse, são canções muito básicas – na maior parte das harmonias e melodias que nos tentamos desconstruir até algo estranho, dinâmico e extremo na maioria das vezes. O importante é deixar as canções pop serem ouvidas por debaixo da parede de som maluca que nós tentamos criar.

Como estão as gravações para o próximo disco? Quais as novidades?
Tudo que eu sei é que será um álbum brilhante!

Vocês assinaram contrato com a Parlophone para lançar o disco no Reino Unido. Depois de começar num selo pequeno como o What´s Your Rapture, estão preparados para o sucesso?
Pra mim, sucesso já foi ter lançado pelo What´s Your Rapture e vendido bem em poucas semanas. Acredito que podemos vender umas mil cópias nos Estados Unidos, e isso já nos deixará felizes. Está sendo uma grande surpresa pra nós e estamos realmente felizes por trabalhar com a Parlophone, que é uma das majors, mas tem um carinho e entusiasmo acolhedor que nos ajudou a continuar o nosso trabalho sem exercer uma grande pressão sobre nós. Era esse o modo como nos sentíamos na What´s Your Rapture, e é assim que está sendo agora.

Planos para uma turnê maior? Quem sabe, tocar no Brasil?
Seria divertido pra caramba. Tudo que sei é que estamos com agenda cheia até a próxima estação…

[+] RESENHA DO NINE TIMES THAT SAME SONG

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