Experiência etérea do Efterklang é desafiadora

Efterklang (Foto - Nan Na Hvass)

EFTERKLANG
Parades
[The Leaf Label, 2007]

Efterklang - Parades Não são poucos os artistas que se distanciam do pop convencional. Alguns subvertem as regras, outros inventam novos gêneros. O Efterklang, banda dinamarquesa que lança seu segundo disco Parades também busca uma nova experiência artística, proporcionada por inusitados arranjos e propostas sonoras.

Ouvir o álbum sem pressa é a maneira ideal para adentrar à atmosfera da gravação. Do contrário, o ouvinte corre o risco de sair aborrecido após a última faixa. Caminhando na trilha de Sigur Rós, o Efterklang não consegue se encaixar em estilos tradicionais de música, nem mesmo no post-pop, o qual são geralmente incluídos.

No limite do exagero, as canções de Parades continuam o êxito do primeiro álbum e traduzem, ainda que com dificuldade, a sensação de ver a banda ao vivo. Formados por cinco integrantes (Mads Brauer, Casper Clausen, Thomas Husmer, Rune Mølgaard & Rasmus Stolberg), no palco, se transformam num coletivo, com uma dezena de músicos de variados instrumentos. Completa a cena Karim Ghahwagi, responsável pelos vídeos exibidos nos shows.

“Cutting Ice To Snow” e “Blowing Lungs Like Bubbles” são faixas emblemáticas em levantar a questão do ouvinte médio. Até onde precisamos conhecer de música de câmara para apreciar o Efterklang? Qual o nível de erudição necessária para entrar na “trilha sonora de sonhos” proposta pela banda? Sigur Rós parece ser mais divertido. [Paulo Floro]

NOTA: 5,0

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