EDITORS
An End Has A Start
[Kitchenware/Label, 2007]

Mesmo sendo acusado de ser uma cópia do Interpol, o Editors lançou um disco muito bem recebido pela crítica. The Back Room (2005) que trata de temas bem universais, rockzinho triste e melodias que superavam, e muito, o Antics, do Interpol. O disco foi uma grata surpresa e mesmo a banda sendo bastante parecida com a dos nova-iorquinos, eles sempre foram sinceros em suas composições. Auto-definidos como “post-gothic”, o Editors assumiu um pequeno culto, que os fez despontar com músicas dancantes como “Munich”.

Entretanto, esqueçamos referências. Baseado apenas no seu excelente primeiro disco, este novo An End Has A Start não convence nem os fãs da banda. O som dos ingleses de Birmigham continua o mesmo: não é nada genial ou fabuloso, mas é simpático. O disco chegou esta semana às lojas e já mostra sua força nas vendas. O bem construído clima dark permeia todas as faixas, mas nenhuma é candidata à grande hit, ou é marcante o suficiente para fazer deste segundo disco, o passaporte para o Editors se afastar do estigma de ser um Interpol com sotaque inglês.

A faixa-título lembra um pouco “Munich”, a música mais famosa do grupo, um ótimo exemplo que poderia permear todo o disco. Mas “An End Has A Start” é preguiçoso, modorrento. É necessário um pouco de paciência. “Bones” é outra pérola escondida. Se pudesse escolher uma única canção deste disco, escolheria esta. E a colocaria junto com o resto de The Back Room.

O Editors acerta em tudo: no visual soturno, abusando do preto, no estilo inconfundível de seus shows, na voz meio tenebrosa do vocalista Tom Smith e na sonoridade, que não se alterou e deve conquistar os fãs fazendo da banda uma das principais representantes do indie-rock britânico. Só precisam de um disco que supere a excelente estréia e afirme a originalidade do som da banda. Não deve ser difícil.

NOTA :: 5,0

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