Álbum de excessos, Tio Bitar, segundo álbum do Dungen é puro rock psicodélico

Dungen (Foto: Divulgação)

DUNGEN
Tio Bitar
[Subliminal Sounds, 2007]

Dungen - Tio Bitar Quarto disco dessa banda sueca, Tio Bitar (que significa algo como “dez pedaços” ou “dez canções”) é uma seqüência de faixas essencialmente baseadas no mais puro rock psicodélico. O experimentalismo do som do Dungen ultrapassa gêneros – tanto que essa miscelânea de barulhos e texturas é classificada como “folkrockpsych”, mesclando elementos de psych-prog, folk e indie.

Gustav Ejstes é a alma do Dungen – fundador, produtor, vocalista, compositor e, até certo tempo atrás, seu único membro. Hoje, a banda ainda conta com os músicos Reine Fiske, Fredrik Björling e Mattias Gustavsson. Ejstes tem influências do rock sessentista sueco e de outras bandas de rock, como Pink Floyd e The Who, o que justifica a qualidade do som do Dungen.

Tio Bitar não é um Ta Det Lugnt (2004), considerado o melhor trabalho dos escandinavos, mas, ainda assim, é um ótimo álbum. O disco abre com uma introdução de quase quatro minutos, aguda, permeada de riffs musculosos e guitarras que parecem arranhar o ar. “Familj” (“Família”), “C Visar Vägen” (“C mostra o caminho”) e “En Gång I År Kom Det En Tår” apresentam texturas mais delicadas e hipnóticas, quase épicas, ao contrário da emergência de “Gör Det Nu” (algo como “faça isso agora”), das pauladas distorcidas de “Du Ska Inte Tro Att Det Ordnar Sig” (“Você não deve esperar que isso funcione”) e do hard rock de quase nove minutos de “Mon Amour”.

Canções elaboradas e sofisticadas – com doses generosas de dramaticidade e aspecto atmosféricos – permeiam o álbum, que é um disco de excessos. Nesse sentido, faixas exuberantes como “Så Blev Det Bestämt”, com violinos e pianos, “Ett Skäl Att Trivas”, com bateria martelada e “Svart Är Himlen” merecem destaque. [Mariana Mandelli]

NOTA: 8,0

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