Clayton Cabral em cena da peça (In)Cômodos. (Ricardo Maciel/Divulgação).

Cleyton Cabral em cena da peça (In)Cômodos. (Ricardo Maciel/Divulgação).

Nós, artistas, criamos para nos comunicarmos com o mundo. Essa é a premissa maior – senão a primeira – para quem trabalha com arte.

Quando resolvemos nos juntarmos de forma independente para mostrarmos nosso trabalho, vimos que sim, isso é possível. Que não dá para ficar esperando. E foi em 2014, quando escoamos nossos espetáculos em casas e apartamentos do Recife. Este movimento foi tão forte e afetivo que desenvolvemos uma Mostra de Teatro Domiciliar e oferecemos ao Janeiro de Grandes Espetáculos, edição de 2015.

Assim também foi no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) esse ano. Levamos propostas de espetáculos para espaços alternativos e conseguimos um diálogo riquíssimo com outros artistas e também o público que circulou pelo evento.

É necessário que, cada vez mais, parcerias como essas sejam feitas. E, agora, criamos uma mostra de teatro alternativo, a primeira do Recife: Outubro ou Nada. De forma independente, dezenas de artistas e grupos se articularam – sem nenhum incentivo – para mostrar trabalhos que seguem essa estética alternativa. A maioria dos espetáculos foram construídos também de forma independente. A mostra Outubro ou Nada foi um sucesso e já tem gás para entrar no calendário artístico da cidade. Foram mais de 50 apresentações em 14 espaços alternativos da cidade. Do Centro para a periferia.

DOSSIÊ TEATRO EM PE:
PANORAMA CRÍTICO: No Recife, uma cena em transição
Teatro Alternativo, poéticas e estéticas
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Carta do artista: Cleyton Cabral

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