Novidade pop de Madrid, o Hinds é parte de uma efervescente cena roqueira na Espanha (o Mourn, outra boa surpresa, é de lá). Este primeiro disco delas, Leave Me Alone, adiciona ao garage rock mais básico um carisma que conquista o ouvinte de modo quase instantâneo.

Formada por Carlotta Cosials (vocal e guitarra), Ana García Perrote (vocais e guitarra), Ade Martín (baixo) e Amber Grimbergen (bateria), o Hinds busca em heróis dos anos 1960 e 70 a atitude de rebeldia calculada e apelo sensual, como o Velvet Underground, aliados ao peso do rock mais sujo de garagem. Não é demérito compará-las ao The Runaways, outra banda formada por mulheres com igual carisma aliado ao peso de guitarras.

O Hinds surge em um período bem interessante entre os grupos formados por mulheres. São elas que vêm trazendo as melhores experimentações e forçando o rock a sair do seu estado de letargia. Só para citar alguns nomes temos o Savages, Perfect Pussy, Bully, entre outros.

Cada música de Leave Me Alone tem um potencial para hit, mas a banda segue muito segura no próprio carisma e desperdiça potencial para criar um disco ainda mais memorável e potente. Busca a simpatia do ouvinte – e só.

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