DEMOLIDOR E CAPITÃO AMÉRICA – DUPLA MORTE
Tito Faraci (texto) e Claudio Villa (arte)
[Panini, 52 págs, R$7,50]

Depois do mediano Wolverine: Saudade, a Panini lança mais um especial (ela insiste em chamar de álbum) produzido totalmente na Europa, Demolidor e Capitão América – Dupla Morte. A edição vem com o selo Marvel Graphic Novels, sucesso nos anos 1980, sinônimo de histórias com roteiro elaborado e adulto, ou “romance gráfico”, pra sofisticar a coisa.

Desenhado por Claudio Villa, mundialmente famoso por Tex, Dupla Morte mostra apenas uma história mediana. Villa, abandonou por um momento suas histórias de faroeste e mostrou um trabalho competente, mas Tito Faraci não conseguiu nem mesmo se aproximar das boas histórias da Casa das Idéias. O problema aqui é de referência. Passa uma impressão de trabalho forçado, carregado de clichês de histórias de super-heróis. Falta viço.

Inédito nos EUA, a história foi feita a partir da idéia de Marco Lupoi, chefão da Panini na Itália. O inimigo do Demolidor, Arauto da Morte retorna para ameaçar a vida de um monte de gente e o Capitão América aparece para resolver o problema junto com o Homem-Sem-Medo. No meio da trama, um pouco de “realidade alternativa” e adversidades relacionadas ao espaço-tempo. Mais Marvel, impossível.

Sem repercussão e relevância, Dupla Morte mostra que falta boas idéias num projeto que já foi um sucesso de crítica no passado, e ajudou a editora americana a sair da adolescência.

NOTA: 3,0

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