Justin Bieber mostra amadurecimento, mas segue redundante no contexto do pop atual

Por Marta Souza

Não foi só o corte de cabelo que mudou. Pelo menos é o que o novo álbum do Justin Bieber, quer apresentar em suas faixas. Em Believe, é notável o amadurecimento do cantor, tanto na voz, quanto no conteúdo das canções, com letras coassinadas por ele. Neste segundo trabalho, Bieber tenta concentrar vários estilos de música, mas o resultado ainda parece redundante no atual cenário pop, com artistas forçando uma renovação.

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Drama adolescente no clipe de “Boyfriend”

Se antes as músicas eram sobre primeiro amor e festinhas de pré-adolescentes, como “Baby” e “One Time”, agora os primeiros singles “Boyfriend” e “As Long As You Love Me”, com batidas super produzidas que podem fazer sucesso em qualquer pista de dança, soam mais profissionais e mostram um Justin mais consciente e confiante da sua posição como astro pop. Apesar de mais ‘adultas’, as baladas românticas se fazem presente com aquele mesmo tom ingênuo (e bobo), a exemplo de “Catching Feelings”, “Die In Your Arms” e “Be Alright”, mas também conta com as participações de peso dos rappers Ludacris (“All Around The World”), Nicki Minaj (“Beauty And A Beat”), e Drake (“Right Here”). Já na faixa “Maria”, é evidente a influência do saudoso Michael Jackson.

Believe cumpre bem sua função de afirmação de segundo disco, comprovando que o jovem e repaginado Justin não foi apenas uma febre teen. Também comprova que a indústria fonográfica americana, apesar da defasagem dos últimos anos, não está mais tão perdida no que diz respeito a ganhar muito dinheiro. A indústria do entretenimento ganhará alguns milhões com Bieber, com certeza. É um álbum que mostra superação do artista, mas, como muitos de seus colegas, é pobre em conteúdo e com muitas amarras para propor algo minimamente criativo.

JUSTIN BIEBER
Believe
[Island, 2012]

Nota: 5,4

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