Human Target prefere não se arriscar ao apertar o piloto automático das séries de ação. Ao contrário de seu protagonista

HUMAN TARGET
Warner, Segundas às 23h

Estreou semana passada no canal pago Warner, a série Human Target. Trata-se da segunda tentativa de adaptar para a TV a série em quadrinhos de mesmo nome. Desta vez, o canal se valeu do ator Mark Valley (Fringe). Nos anos 1990, foi estrelada por Ricky Spriengfield.

Valley é um guarda-costa privado que, para proteger seus clientes, ele corre risco de vida ao se fazer de alvo para os inimigos. Com o mote, cada episódio da série traz boas doses de ação, e uma rápida resolução no fim.

Para não errar, os produtores decidiram evitar inovações num tipo de roteiro que é conhecido desde os tempos de McGyver e que até hoje é responsável pelo sucesso de seriados como Supernatural. Problema lançado, resolução pensada, clímax pra deixar o espectador aflito, epílogo para azeitar pontas soltas. E todo mundo fica feliz no final. Menos os vilões, é claro.

Valley, o protagonista, ainda adiciona um plus nessa receita toda: é um cafuçu de fé. E a série não se faz de rogada ao mostrá-lo sem camisa, o que deve fazer sucesso entre uma parcela do público. Sua fleuma, seu jeitão de que quem tem uma gracinha mesmo nos momentos mais difíceis, também fará sucesso entre os fãs de Domingo Maior.

Para quem procura testosterona no horário nobre, Human Target agrada bastante. Mas, se perde no meio de séries relevantes, com boas ideias, como se tem visto ultimamente.

Ah, a HQ

A HQ original, que deu origem ao filme, já foi publicada no Brasil, pela extinta editora Graphic Novel, em 2006. Escrita por Peter Milligan e desenhada por Edwin Bilikovic, reúne as quatro partes de uma minissérie lançado nos EUA pela editora DC. Nos quadrinhos, o personagem principal Christopher Chance assume a identidade do cliente que protege. [Paulo Floro]

NOTA: 4,5

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