Foto: Divulgação.

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Decemberists retornam com ímpeto pop, mas pouca inovação

A grandiosidade, aliada ao preciosismo nas letras, sempre foi o grande diferencial do Decemberists. A banda liderada por Colin Meloy mostra maturidade e um apelo pop como nunca vimos antes no grupo.

Há também um lado mais emotivo/pessoal, que conseguiu conviver com as referências literárias da banda, uma das marcas características do grupo, que sempre usou erudição como um verniz de distinção na concorrida cena indie-rock de sua geração. Há diversos momentos de ótimos arranjos pop que tornam a audição fluída e agradável. É o caso da trinca inicial, “The Singer Addresses His Audience”, “Cavalry Captain” e “Philomena”.

O que faz falta neste Decemberists mais comunicativo e pop é a falta de ambição. Ao contrário de seus primeiros discos, arriscados, impetuosos e grandiloquentes, aqui temos um grupo tentando explorar mares mal calmos. Que ninguém os julgue de não ter feito diferença no rock de seu tempo. Mas é sempre um desperdício ver um grupo inovador como o Decemberists desembestar pelo caminho mais fácil. [Paulo Floro]

dece
What a Terrible World, What a Beautiful World
[Capitol, 2015]

7,0

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