Foto: Divulgação.

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mandou a ortodoxia passear :*

O músico Rafael Castro surgiu como um enigma no cenário independente nacional. Irônico, gênio, embuste, brega, vai saber. Quem descobriu a chave para entendê-lo descobriu um artista inovador e compromissado com a diversão. O segredo de sua persona artística foi mandar o lado ortodoxo da música passear.

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Em Um Chopp e um Sundae ele afirma seu lado pop com faixas dançantes entregues ao lado mais diletante dos mais diversos gêneros. Tem brega, claro, uma marca de seu estilo, mas tem ainda música infantil, rock oitentista, ficção científica, MPB, eletrônica.

A prova da segurança que Castro possui de sua proposta artística é a personalidade que imprime em músicas de outros artistas, como “Víbora”, famosa na voz de Tulipa Ruiz e que aqui ganhou um tom menos dramático e mais rebolativa. Em “Aquela”, dos Raimundos, ele apostou em um meio do caminho entre o electro e o tecnobrega.

Comparado com Caetano Veloso, Mutantes e até Dirty Projectors, talvez seja a hora de admitir a inventividade de Rafael Castro como patrimônio dessa cena contemporânea. [Paulo Floro]

rafael3RAFAEL CASTRO
Um Chopp e um Sundae
[Independente, 2015]

8,0

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