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Foto: Divulgação.

envelhece mal enquanto ícone do rock

É duro admitir, mas o que mais amamos em Marilyn Manson é sua idiossincrasia. Ele parece nos lembrar de como valeu a pena todos os momentos de choque de valores na adolescência, da rebeldia legítima ou performatizada, da inadequação, conflito geracional, etc. Foi incrível tê-lo como trilha sonora nos anos 1990 com discos clássicos do metal como Antichrist Superstar e Mechanimal Animals.

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Em seu novo disco, The Pale Emperor, o cantor Brian Manson (alter-ego de Manson) busca um rejuvenescimento em seu som como uma mímica daqueles primeiros momentos da carreira. Mas hoje, aos 46 anos, no meio dos anos 10 deste século, ele parece um vilão que não mete mais medo. Pior: parece cair na mesma armadilha que ícones dark antes dele, que é fisgar sua audiência pela nostalgia.

Justiça seja feita, The Pale Emperor traz novidades, como a inclusão de rifes de blues que alterou até mesmo o modo de cantar de Manson. Este é também um dos trabalhos mais acessíveis da em muito tempo. O núcleo estético do músico, no entanto, segue intacto, como o drama nas interpretações, os arranjos glam rock e vocais guturais. Ou seja, ainda que venha buscando pequenas e meticulosas inovações no formato, há pouca imaginação no universo musical de Manson. E isto é um sinal de que ele não está envelhecendo bem enquanto ícone do rock. Apostando na segurança, este disco representa mais uma vez o velho Marilyn Manson pregando para fieis. [Paulo Floro]

Marilyn_Manson_-_The_Pale_EmperorMARILYN MANSON
The Pale Emperor
[LAB 344, 2015]
Compre: iTunes | Ouça: Deezer, Spotify

6,5

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