Crítica - Disco: Instituto | Violar
NOTA8.5

O segundo disco do Instituto chega 13 anos depois do sucesso da estreia e funciona como uma celebração da melhor e mais inventiva geração brasileira de músicos da última década. Recheado de participações, o álbum traz participações de Nação Zumbi, Metá Metá, M. Takara, Karol Conká, Fernando Catatau do Cidadão Instigado, BNegão, Guilherme Held, Curumin, Sombra, Criolo, Fred Zero Quatro, Tulipa Ruiz, Thiago França, Otto e Luca Raele.

O disco ainda traz um vocal do rapper Sabotage, morto há 12 anos em São Paulo, na faixa “Alto Zé do Pinho”. Ele escreveu a música depois de uma vinda ao Recife por conta de uma premiação do filme O Invasor, onde atuou como ator. Estão com ele na faixa nomes representativos da cena manguebit dos anos 1990, como Otto e Nação Zumbi.

Hoje formado pela dupla Rico Amabis e Tejo Damasceno, o Instituto ainda carrega o seu espírito de coletivo (antes um trio, Daniel Ganjaman não faz mais parte da banda). Essa articulação de artistas novos e antigos reflete o alto calibre que existe hoje na música pop nacional. O trabalho ainda traz a presença de Tony Allen, baterista nigeriano que é um dos pais do Afrobeat, na faixa “Vai Ser Assim”.

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Depois de um hiato de 13 anos, o Instituto, que também é um selo, cria um documento importante das experimentações e evoluções feitas na música brasileira. Seja no intercâmbio com o rap, no rock e nas batidas eletrônicas. Encontra espaço até para fabricar hits como “Tudo O Que Se Move”, uma deliciosa balada dançante cantada por Tulipa Ruiz e tocada por quase todos os integrantes da Nação Zumbi.

Com uma produção que começou em 2003, o disco foi se atualizando ao longo dos anos e chega aos ouvido com uma proposta bem contemporânea.

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