Foto: Divulgação.

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assume postura conservadora do rock em novo disco

É impressionante a resiliência do Fall Out Boy. O grupo norte-americano surgiu em 2001 em um momento de renovação do rock alternativo. Eles acabaram escolhendo a vertente certeira que apostou no pop punk, que remodelou o estilo para deleite de adolescentes ávidos por peso.

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Esse hardcore melódico e pop tratava de questões triviais e agruras de relacionamento, além da passagem para a vida adulta. Hoje, com seus integrantes além dos 30 anos e mais uma reconfiguração do rock acontecendo na cena musical, o grupo ainda se apega à sua essência. Isso é algo a se impressionar.

American Beauty/American Psycho chega após um trabalho bem recebido de 2013, Save Rock and Roll, onde o grupo foi bastante elogiado pela sofisticação dos arranjos e pela tentativa de elevar o nível da produção em uma discreta busca de inovação. Neste novo, o grupo decidiu afirmar suas posições conservadoras em relação ao estilo e fez um trabalho mais centrado, sem busca alguma.

É como se eles estivessem deliberadamente trancados em um quarto fechado do gênero, enquanto o resto da casa é destruída por experimentações perigosas e arriscadas feitas por diversos grupos atualmente. Essa estratégia rendeu faixas como “Uma Thurman”, que remetem à fase de ouro das boy bands roqueiras no início dos anos 2000 e a irresistível “Favorite Record”, com estrofes pegajosas e pegada dançante.

Dialogando com um público fiel, o Fall Out Boy não quer saber de crescer e assume uma posição de permanência que soa estranha, mas autêntica. [Fernando de Albuquerque]

falloutFALL OUT BOY
American Beauty/American Psycho
[Universal, 2015]

6,0

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