Crítica-Disco: Bishop Briggs, novo nome do pop, chega sem muitas novidades
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Bishop Briggs é uma das novidades do pop este ano e foi revelada com apenas dois singles em 2016, “Be Your Love” e “Wild Horses”. Agora, em seu trabalho ela tem a possibilidade de mostrar a que veio e se destacar em meio a um competitivo mercado mainstream. Church of Scars tem momentos bem interessantes que destacam a voz potente da inglesa, a exemplo de “Tempt My Trouble”, “River” (a melhor do disco) e “White Flag”.

As faixas são quase sempre orientadas para uma proposta dançante, mas ela também se dá bem em interpretações mais contidas, em cadência lenta. Há também uma influência grande dos anos 1990, mostrando que esse revival já tornou-se uma constante na indústria. Pena que o trabalho não traga nenhuma inovação no pop e tenha, em geral, uma fórmula muito previsível. Ainda assim vale a pena ficar de olho nessa renovação do pop britânico, sobretudo pelo seu apurado senso estético e frescor que traz para o gênero.

BISHOP BRIGGS
Church of Scars
[Island, 2018]

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