Foto: Divulgação.

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O drama industrial de

O músico australiano baseado na Islândia, Ben Frost vem dedicando sua carreira musical a criar músicas que alcancem um nível mais sensorial, quase físico. Seu intuito chegou ao nível mais sofisticado neste quinto trabalho A U R O R A, um dos discos mais experimentais do ano.

O álbum é difícil de transpor em alguns momentos e por vezes as faixas parecem não levar a lugar algum, como se o autor se desse por vencido nesse desbravamento pelo desconhecido. Quando tenta ser dramático nessa sua proposta de explorar o lado mais dark do rock e eletrônico, Frost entrega ótimas faixas como “Diphenyl Oxalate” (segure os tímpanos) ou a minimalista “No Sorrowing”. É um trabalho com muito peso, que chega a ser a quintessência do que se convencionou chamar de “ambient dark”.

O conceito que parece entregar ao ouvinte é uma trilha sonora de um mundo futurista pós-apocalíptico, que começa desde a capa com um robô envolto em sombras até a desconstrução com ecos de electro e industrial de faixas como “A Single Point Of Blinding Light”. [Paulo Floro]

ben-frost-auroraBEN FROST
A U R O R A
[Mute, 2014]

Nota: 7,0

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