Crítica-Disco: BØRNS aposta no glam pop no segundo disco
NOTA7

BØRNS
Blue Madonna [Polydor, 2018]
Produzido por Angelo Petraglia, Barry Dean, Jakob Bjørn-Hansen & Tommy English

Trafegando em uma estrada do pop guiada hoje por Lana Del Rey, o músico BØRNS aposta na grandiloquência e toques vintage inspirados no glamour da era de ouro de Hollywood. Usado com alguma ironia, essa estética surge em tons decadentes, com humor, além de psicodelia.

E tome falsetos, sintetizadores e interpretações exageradas. Lana aparece aqui na faixa de abertura, “God Save Our Young Blood”, que por sinal, é a faixa mais monótona, minimalista. Este segundo disco do músico de Michigan, Garrett Born, é caracterizado por arranjos cheios de charme, com muitas camadas e boa instrumentação, além de apostar na diversidade, indo do pop dançante e rasgado para as pistas até baladas levadas ao piano, caso da linda “Sweat Dreams”.

Mas não é agora que BØRNS conseguiu comprovar-se como algo distinto em sua geração. Ainda assim é um bom disco de pop para quem gosta de Lana Del Ray, Tame Impala e Empire of The Sun.

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