Ficção-científica de orçamento modesto, Área Q peca pela edição embolada

Por Daniel Herculano

Unir alienígenas e mensagem de espiritismo num mesmo filme funciona? Após ter o filho desaparecido sem ter deixado vestígios, um jornalista americano (Isaiah Washington) é convocado a fazer uma matéria sobre possíveis contatos alienígenas no Brasil, na chamada Área Q (entre Quixadá e Quixermobim, no Ceará). A primeira ficção científica do Brasil (co-produzida com os EUA) é divertida, tem paisagens belíssimas e utiliza ideias diluídas de Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) e Contato (1997).

Sua primeira metade é simples, bem construída e até tensa. Em se tratando de uma produção de baixo orçamento possui efeitos especiais decentes, mas peca na edição embolada (com flashbacks de flashbacks) e em, principalmente, forçar a barra com uma mensagem de vida. No elenco há a participação dispensável de Tania Khallil, como personagem sem sentido e apática atuação.

Isaiah Washington é um bom ator, Murilo Rosa não compromete, mas o grande destaque vai para o hilário guia cearense Eliosvaldo (interpretado com muito jeito pelo carioca Ricardo Conti). Se não levar a sério se torna uma diversão ligeira.

ÁREA Q
Gerson Sanginitto
[Area Q, BRA/EUA, 2012]

Nota: 6,0

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