CRISE INFINITA 1 Geoff Johns e Phil Jimenez
Panini
[40 págs, R$ 5,50]

A DC Comics está sempre criando crises que objetivam organizar o seu confuso universo. Mas um dos feitos mais importantes nunca é cumprido, que é agregar novos leitores. Um exemplo claro está nesta primeira edição de Crise Infinita, da Panini. Quem não acompanhou as sete edições da mini-série Contagem Regressiva Para Crise Infinita não vai entender nadinha nesta edição. Crise Infinita terá 7 edições, mas parece que a DC precisou de outras 6 mini-séries de 6 edições cada para explicar a trama toda. Um gibi feito para iniciados, fanboys, experts em cronologia de DC e aficcionados. A história liga vários pontos soltos, que vinham sendo explorados em outros títulos DC e na já citada Contagem.

Um dos principais pontos é a crise que se abateu sobre a trindade Superman, Batman e Mulher-Maravilha, escrita de maneira primorosa neste primeiro número. Diferente de outras sagas que reestruturaram seu universo, a Crise Infinita é um somatório de eventos que vinham se desenrolando há tempos. Os principais foram a mini Crise de Identidade a saga Crise de Consciência, publicada na revista Liga da Justiça. Portanto, não espere cataclismas a cada virada de página, como ocorreu na saudosa Crise nas Infinitas Terras, que os autores prestam homenagem nesta Crise Infinita.

Esta fragmentação tira um pouco o brilho da série, que se torna confusa e por vezes, monótona para quem não acompanha os títulos DC por pelo menos um ano. O ponto positivo é que Geoff Johns sabe contar uma boa história, com ótimos diálogos, sobretudo na discussão de Batman, Superman e Mulher-Maravilha, e ao lado da arte de Phil Jimenez consegue criar uma boa narrativa, apesar de que, algo realmente notório só ocorra nas duas últimas páginas. A edição da Panini ficou excelente, incluindo as alterações que ocorreram no encadernado americano e duas capas, uma de Jim Lee e outra de George Perez. [Paulo Floro]

NOTA:: 4,5

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