CRACA

o primeiro single do projeto e Dani Nega, “Sou Preto Mesmo”, está disponível na web e trata de apropriação cultural. Projeto do músico Beat com a , Sou Preto Mesmo é um manifesto político-poético e traz elementos étnicos, batidas sintetizadas e rimas de Dani.

O álbum inédito Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha tem lançamento previsto para julho. Dani aborda a apropriação cultural afro-brasileira de forma reflexiva: “Usa turbante, cola nos black… mas não é parado pela polícia?!”. “Sou Preto Mesmo” assume uma indignação com aspectos que historicamente diminuem a luta do povo negro por respeito e visibilidade. “Muitas vezes a apropriação da cultura negra tem como discurso o fato de que somos todos iguais e acaba esquecendo ou não assumindo os seus lugares de privilégio. A música caminha por este fio condutor: É preciso saber quem se é, a cor da sua pele e os seus privilégios”, diz a MC, que também é atriz.

Craca, alter ego do produtor musical Felipe Julián, produz a partir de dispositivos eletrônicos criados por ele mesmo. além de doses de flautas e trombone. O disco de estreia da dupla vem aliado ao videomapping, que Craca vem apresentando desde 2013.

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