BOFES, TATI E UMA GARRAFA DE AMARULA
Saindo do ostracismo e prestes a lançar novas músicas, Tati Quebra-Barraco fez show empolgante com muita sensualização da plateia

Por Fernando de Albuquerque

Que o Brega Naite é uma festa plenamente estabelecida no cotidiano do Recife isso é um fato sabido e plenamente público. Mas que daria tão certo no Mercado Eufrásio e na companhia de Tati Quebra-Barraco é outra coisa… até ela acontecer, parecia não mais que uma hipótese.

A noite, que começou meio morna, mas com casa lotada, foi esquentando até pegar fogo. A Banda Lapada, velha conhecida do Recife e figurinha tarimbada de quem gosta de uma noitada brega fez um show empolgante, com direito a especiais de Michel Teló, hino de times locais, além da tradicional sensualizarão da platéia.

A chapa começou a esquentar mesmo quando Tati Quebra-Barraco e seus dançarinos subiram ao palco. Não era só um show, era uma verdadeira ode aos corpos sarados, mulheres popozudas e ao sexo. Quase impossível encontrar alguém no meio da multidão que não estivesse notadamente excitado. Tati já veio ao Recife em outras ocasiões, principalmente bem antes de seu notório ostracismo. Seu apelido, oriundo do primeiro disco Barraco 1, faz muito jus a sua performance de palco, pois ela quase implodiu Eufrásio.

Como nos adiantou antes do show, ela prepara um novo hit ao lado de Mr. Catra e que, dentro em breve, chegará nas prateleiras. Antes que alguém embace ou venha fazer perguntas toscas ela dispara logo: “cara eu sou avó e já fui presa”, com o desprendimento de quem, realmente, conhece a vida real.

Mais do que a própria Tati, quem arrancou suspiros pesados da multidão foram seus bailarinos. Eles levantaram a camiseta para mostrar a barriga sarada, exibiram a mala pesada dentro de suas bermudas folgadas, soltaram beijinhos, se deixaram ser alisados e fizeram dancinhas que, de tão sensuais, deixaram parte da plateia hipnotizada. O carisma deles era tanto que, no final do show, este que vos escreve acabou ganhando uma garrafa de Amarula de presente de um dos moçoilos. Um deles, certeza-tereza, era bofe.

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