A Camarones inflamou o público. (Divulgação).

A Camarones inflamou o público. (Divulgação).

Se Rasgum traz rock, surf music, frevo e metal melódico em sua segunda noite

Por Tathianna Nunes
De Belém

A segunda noite, nessa quinta, 21, deu uma grande prévia do que deve ser o resto da maratona musical da 9ª edição do Festival Se Rasgum: plural e animada. Contando no line-up com a big band Orquestra Contemporânea de Olinda (PE), Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Biltre (RJ) e Ultranova (PA), o Se Rasgum levou a Estação das Docas, um cartão postal de Belém, uma série de ritmos que vão da surf music, passeiam pelo rockabilly, fazem um pit stop no metal melódico até chegar no frevo e no carimbó.

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O festival começou pontualmente às 20h com a instrumental paraense UltraNova. Ainda não havia muita gente quando a banda começou a apresentar seu rock progressivo.

Em seguida foi a vez de mudar o estilo musical com a divertida e super banda Biltre estrear em terras paraenses. A atitude e as letras bem humoradas do grupo não nega sua origem carioca sangue bom. Em “Churros”, o grupo compara o amor a iguaria (“o amor é como um churros/ É tão bom no primeiro pedaço, mas depois é um esforço danado pra espremer o docinho do fundo”). Já em “Uma Madona”, eles fazem uma piada infame a morte de Michael Jackson descaradamente copiada de uma manchete do Jornal Meia Hora: “Nasceu negro, ficou branco e vai virar cinza”. O momento alto do show foi a versão do grupo para “Piranha”, música de Alípio Martins. A Biltre tem apenas três anos de estrada e é uma banda para colocar no radar e acompanhar.

O show da Orquestra Contemporânea de Olinda foi um dos pontos altos. (Divulgação).

O show da Orquestra Contemporânea de Olinda foi um dos pontos altos. (Divulgação).

O rock e surf music da Camarones Orquestra Guitarrística chegou como uma explosão sonora e fez o público animado do Se Rasgum trabalhar sua melhor performance de air guitar. Mal dava para respirar entre uma música e outra. A banda potiguar desceu o peso de suas guitarras na Estação das Docas e, achando pouco, ainda convidou dois instrumentistas da terra para uma sinfonia de guitarras distorcidas: João Lemos, da Molho Negro, e Camillo Royale (Turbo).

Em uma noite com estéticas musicais diversificadas, não era de se estranhar fechar o segundo dia do festival com uma atração como a Orquestra Contemporânea de Olinda. Os pernambucanos encantaram o público do Se Rasgum com canções como “Canto da Sereia”, “Além do Mar, “Falar Pra Ficar” entre outras canções dos dois discos da carreira do grupo. Com “Boneco Gigante”, a OCO inspirou até algumas imitações dos bonecos gigantes de Olinda pelo público do Se Rasgum que mostrou também que tem muito frevo no pé. Perto do final do show, a Orquestra convidou o guitarrista paraense Felipe Cordeiro ao palco para caírem no carimbó com “Sinhá Pureza”, do Mestre Pinduca. A despedida foi uma festa. A Orquestra desceu do palco e no melhor estilo carnaval de Olinda desfilou entre o público tocando “Vassourinha”, hino do carnaval pernambucano.

O metal do Bildre. (Divulgação).

O metal tirador de onda do Bildre. (Divulgação).

O Se Rasgum continuou nesta sexta no Hangar Centro de Convenções com o mito o mito Gerson King Combo (RJ), Vanguart (MT), Acabou La Tequila (RJ), Silva (ES), Aldo The Band (SP), Gangrena Gasosa (RJ) Felix Robatto (PA), Meio Amargo (PA), Aeroplano (PA) e A República Imperial (PA).

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