Aldo causando no palco. (Divulgação).

Aldo causando no palco. (Divulgação).

Por Tathianna Nunes
De Belém

O terceiro dia do , na sexta, 22, trouxe a mato-grossense , um dos nomes mais aguardados da noite. Sua apresentação foi bem recebida, mas a empolgação veio em massa durante os shows da banda paulista e do paraense .

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A fartura de ritmos foi grande, e os dois palcos montados no Hangar do Centro de Convenções do Pará faziam o público ir de um lado a outro da música para conferir as dez atrações da noite. Saiba abaixo como foram as apresentações.

Seletivas
Para começar a programação, assim como nos dias anteriores, foi convocada mais uma atração classificada pelas Seletivas Se Rasgum, que aconteceram nos meses de junho e julho, nas cidades de Bragança e Belém. A República Imperial (PA) chegou no festival com seu recém-lançado EP de estréia, intitulado “Cinema Ór” que traz uma mistura de ritmos hispano-americanos e brasileiros que horas flertam com o jazz e bolero e outras com rock.

Depois foi a vez do paraense Lucas Padilha que atende pela alcunha de Meio Amargo apresentar seu folk-rock e levar seu recém-lançado EP “Canções simples para pessoas complicadas”. Meio Amargo foi o primeiro lugar nas Seletivas Se Rasgum 2014. Aeroplano (PA), mais uma banda classificada, faz canções inspiradas em Wilco e Porcupine Tree.

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Gangrena Gasosa (RJ)
Um esporro sonoro é uma forma de descrever como foi a apresentação da banda carioca Gangrena Gasosa, a primeira e única banda de Saravá Metal do Brasil. Em sua primeira apresentação no norte do Brasil, o grupo formado em 1990, subiu no palco do Hangar devidamente uniformizado trajando vestimentas de diabinhos, espécie de cacique pai de santo, entre outros modelitos e levou sua versão “light” (não joga mais despacho na platéia) ao Se Rasgum. De “Surf Iemanjá”, canção que abriu o set list do show, passando pela música título do último disco lançado em 2011 “Se Deus é 10 Santanás é 666” e pela “KLB” (“Quem gosta de Iron Maiden também gosta de KLB”), Gangrena Gasosa enlouqueceu o público que bateu muita cabeça durante sua apresentação.

Aldo, The Band (SP)
Sintetizadores, batidas eletrônicas, baixo e guitarra invadiram o segundo palco do Se Rasgum, montado ao ar livre, próximo aos “laguinhos” do Hangar. Aldo, The Band, liderado pelos irmãos André e Murilo Faria levaram ao público que já lotava o espaço um eletrônico com toque de Prince, Chip e Happy Mondays. Donos de um dos melhores discos de 2013, o grupo paulista faz uma música vigorosa e conseguiu levar o público a anetrar no clima de uma das mais instigantes apresentações da penúltima noite do festival. Uma curiosidade: o nome da banda é uma homenagem ao tio deles, que os levava quando moleques para conhecer as quebradas da Rua Augusta e as doideiras do underground paulista.

Acabou La Tequila (RJ)
Um show do Acabou La Tequila é sempre uma boa viagem aos anos dourados da música alternativa brasileira dos anos 90. Com dois discos cultuados, da fértil Tequila saíram nomes como Kassin, Nervoso e Renato Martins da Canastra e eles estavam reunidos no palco do penúltimo dia do Se Rasgum. Desde o inicio com “Kung Fu”, piadinhas e as canções mais loucas dos dois álbuns, como “Boogaloo”, “Tijuana”, “Persona Non Grata”, os cariocas fizeram mais um grande show desta 9a edição do festival.

Félix Robatto (PA)
O produtor, guitarrista, percussionista e multifacetado Luiz Félix Robatto fundou a banda La Pupuña e participou de centenas de projetos incluindo participação nos CDs das cantoras Gaby Amarantos e Lia Sophia. Félix Robatto finalmente assume os vocais e leva ao Se Rasgum nove das doze faixas do seu primeiro disco em carreira solo. “Equatorial, quente e úmido é o nome do meu disco. Vem da época da escola quando a professora dizia que assim se definia o clima da cidade. Esta também é a melhor definição para a música paraense”, comentou Félix para a Revista O Grito! um pouco antes de subir ao palco. O disco está saindo do forno, resolvendo os últimos detalhes de financiamento, mas já tem clipe e hit: “Eu quero cerveja”, estava na ponta da língua do público do Se rasgum que dançou como se não houvesse amanhã durante a apresentação de Félix que, contou ainda, com a participação de Lia Sophia que levou seu hit “Ai menina”.

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(ES)
O capixaba Silva causou comoção no sempre animado público do Se Rasgum. Considerado uma das grandes revelações da nova música pop, o músico apresentou músicas do seu segundo álbum, “Vista Pro Mar”, lançado no primeiro semestre de 2014. Foi mais uma atração que levou a plateia do festival a cantar junto.

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(RJ)
Mais um carioca marcando presença em Belém. Gerson King Combo deu as caras no festival para presentear o público com o que sabe fazer muito bem: soul music. Ovacionado pela platéia, Gerson chegou no Se Rasgum acompanhado da banda Supergroove. Com todo gás, o musico com mais de 71 anos de idade e mais de 50 de carreira, mostra em versões como “I feel good”, do mestre James Brown, porque este é um dos nomes mais importantes da musica negra brasileira.

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Vanguart (MT)
Última atração do terceiro dia do Se Rasgum, Vanguart era a mais aguardada pelo público sedento por música e novidade. “Mel Sol”, canção de trabalho do último disco “Muito mais que amor”, lançado em 2013, foi o melhor momento do show. Esta foi a segunda apresentação da banda no festival. A primeira foi na edição de 2006, ainda no começo da carreira da banda.

O Se Rasgum se despede neste domingo (23) com Arnaldo Antunes (RJ), Felipe Cordeiro (PA), Bass Drum of Death (EUA), Pelvs (RJ), El Mato a un Policía Motorizado (ARG), Jaloo (PA), Violeta de Outono (SP) & Pio Lobato (PA), Turbo (PA), Molho Negro (PA) e Simetria Oposta (PA).

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