João do Morro (Foto: Lumo Coletivo/ Divulgação)
João do Morro (Foto: Lumo Coletivo/ Divulgação)

OFUSCADOS
Com esforço, Desorden Público e Sílvia Machete se destacam após apresentação de João do Morro
Por Fernando de Albuquerque

Depois da apresentação-relevação de João do Morro, qualquer artista que subisse ao palco sabia que não iria contar com metade do carisma angariado pela banda egressa do Morro da Conceição. E foi assim. Na sequência subiram no Polo Mangue os equatorianos da Nuages, SKA Maria Pastora, Sílvia Machete, do rio, e os venezuelanos do Desorden Público.

Este último foi a escolha mais acertada do festival. A banda, fundada nos idos 1988, é um dos principais projetos de Ska da Venezuela e com cinco discos lançados pela Sony Music de lá e um independente, arrancou refrões cantados em coro pela pequena multidão que insistia em negar a chuva e afastar o frio dançando.

Vestindo terninhos negros, o Desorden procurou se aproximar da plateia presente carregando no portunhol e adicionando ao seu Ska ritmos como a salsa, o mambo e o merengue. E talvez daí a empatia com o público local.

Sílvia Machete (Foto: Caroline Bittencourt/ Divulgação)
João do Morro (Foto: Lumo Coletivo/ Divulgação)

Mesmo debaixo de um temporal quem mais colocou a plateia para dançar foi Sílvia Machete. Como se estivesse em um trapézio e munida de bambolês, bananas, purpurina, bons sorrisos e um drinque para lá de misterioso, ela começou tocando Cindy Lauper e levou os presentes ao delírio com seu Bomb of Love – Música Safada para Corações Apaixonados.

Quase impossível não requebrar e observar atento o momento em que ela canta, enrola um cigarro e gira dezenas de bambolés na cintura. No final de sua apresentação, ela cantou seu grande hit, “Toda Bêbada Canta”, em que relata um fim de noite muito recorrente no Recife. Outro ponto alto foi quando, já de saída, disparou: “Nem todo mundo é igual a Ivete”.

Já a pouco conhecida Ska Maria Pastora foi responsável pela boa surpresa da noite. Com um repertório que passa longe das próprias referências do Ska, a banda que vem se tornando habituê de espaços mais intimistas, fez um show bem skol e pode se preparar para mais apresentações em palcos grandes. Nuages, dona de um set list plenamente instrumental, merece aplausos por ter segurado bom público mesmo depois da faustosa apresentação de João do Morro.

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