APURADOS DO TIM FESTIVAL
Por Breno Soares

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* O primeiro show da noite, a banda Spank Rock era a menos conhecida da noite, mas animou tanto quanto os outros. Enveredando pelo funk e rap, tem um grande número de pessoas no palco, três vocalistas e muita percussão. Ao final da apresentação os componentes sairam se atirando em moshes na galera da área vip.

* Hot Chip com aproximadamente 30 minutos de show tem que parar por problemas técnicos, mas os garotos não perdem o ânimo. O que se brincava era que a banda tinha parado para esperar a chegada do ator Gaël Garcia Bernal, que apareceu na festa exatamente no meio tempo da brusca interrupção. O show do Hot Chip foi bastante empolgante, sobretudo após o “You are better than Rio”, que levou o público paulista ao delírio.

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* Depois de abrir com Earth Intruders, de Volta (2007) e passear por hits de todos os seus discos, Björk retorna ao palco para um bis sob a voz do público gritando: “volta, volta”. Ela entra e diz: “Viva la revolición”. Começa a cantar “Declare Independence” e fecha o show com uma chuva de papel que ficou ainda mais bonita com todo o efeito de luz que os lasers provocavam.

* Juliette and The Licks já entra detonando tudo. Ela se contorcia de uma forma que apenas alguém com muitos anos de yoga faria. Cantou, pulou, dançou, fez gente chorar na platéia e arrastou um grande grupo de adolescentes para a frente do palco.

* O Arctic Monkeys entram no palco com o mesmo público da Juliette and The Licks. Entraram, tocaram, arrasaram e foram embora. Se muito falaram duas frases com o público. Também pudera, mal deram tempo dos espectadores respirarem emendando uma música na outra e levando o público à loucura. O que se notava era que Alex Turner, lider do grupo está desenvolvendo uma L.E.R. (lesão por esforço repetitivo). Ele não parava de massagear o seu pulso entre uma música e outra. Saíram ovacionados e provavelmente conquistaram muito além do seu público cativo.

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* Com todos os atrasos, o The Killers entrou duas horas além da horário previsto. Mas foi algo recompensador. Fizeram tudo que se esperava de um show grandioso e tinham todos os expectadores com as canções na ponta da língua. Uma cenográfia impecável que recriava uma leva de flores com plantas nos pedesteais de microfone, jarros de flores pelas passagens do palco, caixotes de flores encobrindo os retornos de som, eles pareciam cantar dentro de uma floricultura, o que deu o clima fofo a apresentação da banda.

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