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Por Marta Souza
Fotos por Dayse Souto

Assim como na apresentação do Abril Pro Rock 2015, Pitty abriu o show na madrugada do sábado (15), no Baile Perfumado, no Recife, com um holograma do seu rosto em um telão no fundo do palco fazendo referências a todo misticismo que envolve o número “7”, como os pecados capitais, as cores do arco-íris, os dias da semana e as notas musicais como numa alusão ao nome da canção título do mais recente álbum da banda: Setevidas, que foi a primeira canção da noite. Com quase duas horas de duração, a performance empolgou as centenas de fãs presentes que praticamente esbravejavam todas as canções de cor.

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No setlist, a banda, que, além de Pitty nos vocais, traz Martin Mendonça na guitarra, Duda Machado na bateria, Guilherme Almeida no baixo e Paulo Kishimoto nos teclados e percussão, mesclou as novas músicas com os sucessos dos quatro discos anteriores (Admirável Chip Novo, Anacrônico e Chiaroscuro). Os clássicos “Máscara”, “Teto de Vidro”, “Memórias” se intercalaram com as estreantes “Um Leão”, “Boca Aberta” e “Deixa Ela Entrar”, mistura que fez o público se render a todos os comandos da cantora durante todo o show. Na metade do show, uma sequência das baladinhas “Na Sua Estante”, “Equalize” e “Me Adora”, foi apelidada pela própria cantora de “sofrência”, arrancando gargalhadas dos presentes.

“Oi, Recife! É sempre bom estar de volta” e alguns agradecimentos foram um dos poucos momentos que Pitty falou diretamente com os fãs, que não saíram decepcionados. Antes de “Serpente”, última música do show, onde já é de praxe o público formar rodas de ciranda, Pitty prometeu voltar logo para a cidade, o que pode ser a quarta apresentação da banda no estado neste ano.

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Backstage

Antes de subir ao palco, Pitty recebeu a equipe da Revista O Grito! para um rápido bate papo exclusivo no camarim e falou um pouco sobre o novo álbum e a relação com o público pernambucano.

O álbum “Setevidas”, lançado em 2014, foi composto após dois anos de hiato da banda. Você acha que esse tempo influenciou para que a crítica o colocasse no patamar de melhor e mais maduro disco da sua carreira?
Concordo sim e fico feliz. Até porque é um acumulo da experiências pessoais, de outros discos, de estúdio e da própria vivência como artista. A maioria das faixas deste disco são relatos de momentos vividos por mim durante os últimos anos. Creio que isso juntamente com a conexão que tenho com os rapazes da banda fez com que o Setevidas tenha alcançado esse patamar.

Durante este hiato, você e o Martin (guitarra), lançaram o projeto “Agridoce”, com músicas mais experimentais e totalmente diferente do estilo da banda. Essa experiência foi de alguma forma aproveitada para compor este novo álbum?
Não teve nenhuma referência consciente, direta ou planejada, mas tudo é acúmulo de experiência. O aprendizado vai se multiplicando. Alguma coisa que aprendi ali deve estar contida ou escondida nas entrelinhas do Setevidas. Nada estrategicamente pensado, mas ainda bem deu certo.

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Essa é a terceira vez neste ano que vocês se apresentam no estado e é perceptível a empatia mútua entre a banda e o público pernambucano. Como você descreve a relação com eles?
É massa! Rola sim essa empatia mútua. Fico a vontade e me sinto bem recebida todas as vezes que estou aqui.Talvez seja porque temos esse sentimento em comum de sermos nordestinos e gostarmos de rock. Saio daqui energizada, não só apenas pelos shows, que são catárticos, mas pelo própria cidade. Frequento o Carnaval do Recife sempre que posso, a cultura daqui é linda e tenho muitos amigo, como o pessoal da Nação Zumbi, Lira e o China. Admiro muito também o Lenine e o Alceu Valença, apesar de serem de outra vertente. Tem uma onda de muito talento no chão dessa terra. Então minha relação vai muito além de só vir como profissional pra cantar e pronto. Tenho algo pessoal com o lugar. Sempre quero voltar e vou voltar. Aproveito o espaço para agradecer a todos pelo carinho que recebo aqui. Até a próxima!

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