Fotos de Jonatan Oliveira.

A vigésima terceira edição do Rec-Beat mostrou mais uma vez o quanto ele é essencial dentro do Carnaval do Recife. Mais que um festival de música aberto aos artistas novos e também a nomes consagrados, o festival abre uma conversa direta com um público que está em busca de novas sonoridades, mas que também quer se ver representado no palco. Nesse sentido a line-up do evento mais uma vez colocou em cena nomes que valem não apenas pelo som que produzem, mas também pelas suas opções estéticas e atitudes sintonizadas com as questões do presente.

E o recado foi entendido. Todos os dias uma plateia eclética, diversa e cúmplice dos seus ídolos, mesmo que eles tenham apenas um álbum gravado, estava lá no Cais da Alfândega, cantando e dançando pra valer. Fantasiados, trajando roupas transgressoras ou normalzinhos foi massa ver essa galera jovem se emocionando até as lágrimas, cantando com força letras de composições que falavam de feminismo negro, de racismo, de amores entre pessoas de todos os gêneros, e que no final das apresentações, identificada com o que ouvira, corria para abraçar os artistas na saída do show.

Isso mostra que a arte não é apenas fonte de deleite estético, ela é também grito de luta contra o que está errado por aí.

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