Foto: Rafaella Soares /Rev.OGrito!

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COQUETEL É SHOW REVELAÇÃO PARA
Músico foi destaque em noite que ainda teve Vitor Araújo, e Acabou Chorare na íntegra

Por Paulo Floro

Um outro Thiago Pethit subiu ao palco neste segundo dia do festival No Ar , que aconteceu no Teatro da UFPE, no Recife, neste sábado (22). Bastante diferente do show tímido que fez nesse mesmo festival, em 2009 – em que parecia se perder na imensidão do palco. Foi bom o Coquetel seguir apostando nele para revelar hoje um artista bastante seguro em suas referências, ecoando Bowie, cinema vintage, heróis glam decadentes e uma sensualidade estranha, mas também bonita, em seu corpo esguio.

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O novo disco, Estrela Decadente, tem diversos momentos que promovem explosões e levam Pethit a explorar sua teatralidade. Caso de “Surabaya Johnny”, cantado ao lado de Cida Moreira. O show explorou praticamente seu álbum mais recente, cantado com o público em candidatas a hits, “Devil In Me”, “Pas des Deux”. Mas, também houve espaço para recuperar momentos mais intimistas de Berlin, Texas, como “Nightwalker”.

Desta vez, Pethit largou o pedestal do microfone, passeou pelo palco, deu pinta com o público em seu macacão de detalhes dourados. Vai sair deste No Ar ainda maior.

Outro destaque de hoje foi Vitor Araújo. O pianista pernambucano fez um show auxiliado por uma proposta visual bem pensada, criada pelo designer Raul Luna. O músico se comunicou com a plateia através de um telão, bem ao estilo cinema mudo. “É uma honra fazer a estreia desse meu disco, A/B na minha cidade. Um cheiro, e até a próxima”. As canções tiveram participação de uma pequena orquestra. Com viagens que lembravam a fase experimental do Radiohead circa-2000, esse show de Araújo mostrou que o garoto passeia com destreza pelo mundo pop.

A apresentação dos norte-americanos do Blonde Redhead foi o que se esperava de um medalhão indie, com muita guitarra, peso, distorção e cabelos. Atrapalhou um pouco a vocalista estar claramente incomodada com o som. Ela falava o tempo todo com a mesa de som, pedindo ajustes no microfone e nos instrumentos. Para o público, estava tudo bem, o que deu a entender que talvez fosse puro preciosismo da parte dela (mas, não somos técnicos dessa área).

Outra coisa prevista – o momento de apoteose quando faixas do disco 23 foram tocadas – culminou com um show curto, mas intenso (e vamos aguardar com um tantinho mais de ansiedade o trabalho novo da banda).

O final foi de , que chegou para cantar na íntegra o clássico Acabou Chorare, mas percorreu todo o repertório dele e de sua banda, em busca de hits, com direito até a frevo antes do bis. O final mesmo foi com Luiz Gonzaga, completando a transformação do Coquetel, em sua nova identidade ainda mais eclética.

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Sala Cine foi de
Frase de um amigo antes da entrada da Madrid no palco da Sala Cine: isso aí é o show da mágoa. Maldade. Formado por Adriano Cintra, ex-CSS e Marina Velloso, ex-Bonde do Rolê, a dupla trouxe uma sonoridade totalmente nova, criando léguas de distância com os grupos que os revelaram.

O público correspondeu tão bem que Marina teve que pedir desculpas explicando que tinham apenas um disco lançado. Nas próximas vezes, com sorte, nenhuma matéria vai precisar explicar a origem dos dois. Antes, a banda francesa mostrou a rica cena independente francesa, bebendo na tradição de experimentar estilos musicais com pop – no caso deles, rock psicodélico. O disco mais novo deles, Echo Show, foi muito elogiado na Europa, mas repercutiu timidamente por aqui.

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