PARIS É UMA FESTA
Madonna consegue levar à euforia público francês
Por Janayna Freitas, especial para O Grito!

Os invejosos podem falar de Madonna, que nada irá abalar a rainha do pop, nem seu carisma. Aos 50 anos, a danada continua com a mesma garra de início de carreira, e dá um verdadeiro banho em muita garotinha de 20. Um corpão bem trabalhado, onde nada sobra, nem balança. Fiquei babando. No show, ela dança, pula corda, faz coreografias super complicadas, isso tudo cantando. E não é playback, como tem gente afirmando. Como trabalho em shows, poderia facilmente identificar um playback, mesmo de uma super produção, como a da Madonna.

O show foi fantástico. Quando ela entra no palco em uma espécie de trono, o público foi ao delírio (único momento de euforia do publico francês). Ela fez arranjos novos para os velhos sucessos (“Vogue”, “Like a prayer”, “La isla bonita” e essa última, em vez de latino-americanizada tava meio ritmo judeu-ashkenaze, muito legal).

Os hits cantados foram super bem escolhidos e o figurino nota MIL, fazendo referência a várias partes do mundo e épocas.

O que me deixa triste é de não poder ver esse show no Brasil em dezembro, e sentir a troca de energia entre o público e a artista, coisa que o brasileiro faz naturalmente e tão bem. É estranho, o povo francês não vai ao delírio de jeito nenhum (bom, talvez com a exceção do povo que tava na fila do gargarejo – é assim a expressão ?). Teve uma hora que ela falou umas 3 vezes “French, do it better!!” ninguém reagiu (talvez não tenham entendido).

Depois de ter esperado horas na fila, de ter sentido frio, calor, sede, de ter achado o Stade de France super pequeno (a Ilha do Retiro dá de mil), de ter me emocionado, gritado, pulado como uma louca, voltei pra casa feliz da vida e com a certeza de que Madonna é e sempre será a rainha do pop.

*Janayna Freitas é produtora artística.

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