POR UM COQUETEL MUTANTE
Em sua quinta edição, deixa a mostra seus piores problemas, principais acertos e uma grande mutação do público-alvo
Por Fernando de Albuquerque e Paulo Floro

Em seus dois dias de apresentação, o No Ar exibiu uma das edições mais mutantes de seus cinco anos de funcionamento. Com ingressos esgotados, bandas canceladas de última hora, falta de organização no acesso da impressa aos artistas e os tradicionais, porém perdoáveis percalços das apresentações tipicamente massivas, o festival confirmou a tendência de ser um dos mais importântes do país e não fica devendo em nada a outras propostas do mesmo quilate.

Os dois dias de apresentação mostraram o bom formato e a boa adaptação do Teatro da UFPE, localizado na Cidade Universitária, às apresentações. E trouxeram gratas surpresas como o show cheio de carisma e ironia de Catarina, ex-; o de Cidadão Instigado que entrou na seleta de artistas nos acréscimos do segundo tempo com uma saída repleta de polêmicas orkutianas de Vanguart; a emocionante participação da pseudo juvenil (MM) ao lado de nos dois dias.

Um show a parte ficou por conta do público. Via-se meninos e meninas no auge dos seus 13, 14 e 15 anos apreciando com excelente desenvoltura um estilo musical que muita gente grande se esforça para conseguir compreender e achar pontos positivos. MM angariou fãs que iam de aspirantes a adolescentes insandecidos com a possível chegada dos hormônios, mães que pediam a Deus que seus filhos se mantessem tão ingênuos quanto o marketing de Mallu permite, até conhecidos vovôs roqueiros. Fora isso a púbere não deixou Camelo esquecer que seu passado ao lado do Los Hermanos é algo que ele jamais vai conseguir se desvencilhar.

Confira aqui as críticas dos principais shows:

[+] PRIMEIRO DIA // A noite das hermanas
[+] SEGUNDO DIA // Boas surpresas
[+] Sem fim de problemas na sauna Cine-UFPE
[+] Anotações // Curiosidades do Coquetel Molotov
[+] Entrevista// Catarina Dee Jah
[+] Entrevista// Club 8
[+] Galeria

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