CINE-PE 2008 - Teatro Guararapes (Foto: Agência Aurora/ Divulgação)

UM FESTIVAL MASSIVO E DE VÁRIOS ESPECTROS

Sempre que se fala no Cine PE – Festival do Audiovisual, a primeira imagem que se configura na mente de produtores, cineastas, jornalistas e pessoas que mexem com o audiovisual de todo o país é decerto uma: público. Público de massa, a bem dizer. É consenso até entre paulistas, cariocas, gaúchos e brasilienses: não há outro festival de cinema do país que agregue maior soma de platéia, média de 3,5 mil pessoas por noite.

E nesta 12ª edição, o Cine-PE mais uma vez mostrou seu números superlativos. Além das sessões lotadas na mostra paralela do Cinema da Fundação (Fundaj), o Teatro Guararapes, que passa pela metamorfose de uma mega sala de projeção, chegou a ficar pequeno ao longo desses nove dias de exibições, principalmente neste fim de semana. Pais, crianças, estudantes, cineastas (a maioria jovem e poucos consagrados), atores, produtores; a presença de um público tão heterogêneo foi o reflexo da programação deste ano.

Com mais deméritos que louvações, a seleção de curtas e longas (que ultrapassou meia centena) atestou o perfil do festival de revelar a nova produção do cinema tupiniquim contemporâneo, exibindo trabalhos inéditos de André Sturm, Tabajara Ruas, Mauro Ginutini, entre outros. Por outro lado, também foi sintomática a fraca qualidade das projeções: a de que a apatia e a pouca criatividade, de uma forma geral, acomete uma fatia representativa do audiovisual brasileiro.

As sessões, que se prolongaram durante toda a última semana de abril e começo de maio, presentearam, porém, com boas surpresas. Nesse aspecto, Pernambuco não fez feio. Dois diretores recifenses, que fizeram suas estréias em longas, Daniel Bandeira e Leo Falcão, exibiram força criativa e boa maturidade técnica em seus trabalhos Amigos De Risco e Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, respectivamente.

Coube, no entanto, aos curta-metragens digitais e em 35 mm, o papel de refrescar e dar um novo fôlego ao festival com roteiros ágeis e bem feitos. Entre os melhores, estavam Café Com Leite, de Daniel Ribeiro (filme de temática gay soft que conquistou o carisma da platéia); Câmara Viajante, do cearense Joe Pimentel; Dossiê Rê Bordosa,de César Cabral, e Filmes Que Não Fiz, de Gilberto Scarpa. Um festival de todas as cores, credos e gostos.

Leia abaixo o especial que a Revista O Grito! preparou com resenhas dos filmes (longas e curtas) que foram destaque na programação do 12º Cine PE – Festival do Audiovisual e que devem, em breve, estrear na salas nacionais. Divirtam-se!

ESPECIAL CINE PE 2008

Curtas
OCIDENTE
, de Leonardo Sette
UM RIDÍCULO EM AMSTERDÃ, de Diego Gozze
DÉCIMO SEGUNDO, de Leonardo Lacca
CAFÉ COM LEITE, de Daneil Ribeiro
PORCOS NÃO OLHAM PARA O CÉU, Daniel Marvel
UM RAMO, de Juliana Rojas e Marcos Dutra

Longas
BODAS DE PAPEL
, de Andre Sturm
AMIGOS DE RISCO, de Daniel Bandeira
SIMPLES MORTAIS, de Mauro Giuntini

LEIA A COBERTURA COMPLETA DO FESTIVAL

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