Clinic, um escola do indie-rock
Por Paulo Floro

CLINIC
Do It!
[Domino, 2006]

É merito de poucas bandas ter uma assinatura estética e formal marcante. E nisso os ingleses do Clinic têm de sobra. Sua música é tão facilmente reconhecida que se pode dizer que seus discos vivem num universo paralelo na cena brit-pop atual. Do It!, quinto disco do grupo, lançado esta semana aprofunda essas características.

Lançado dois anos após Visitations, que teve pouca repercussão, Do It! se afasta dos primórdios da banda, quando a cena de Liverpool se surpreendeu com aquelas guitarras esganiçadas e uma melodia que parecia espinhos no ouvido, como bem definiu um crítico americano à época. Enquanto o último trabalho apostava na veia mais experimental, este tenta ser mais pop sem abandonar o quê de vanguarda. Afinal, é sua estranheza que a faz famosa – como esquecer as apresentações com máscaras de hospital?

Tudo ficou mais acústico, com exceção de algumas faixas mais pesadas, entre elas “Shopping Bag”, mas ainda assim, prevalece a psicodelia com pegada punk. O que torna o Clinic ainda mais surpreendente: até onde eles poderão experimentar novos estilos e ainda continuar com uma assinatura tão forte?

NOTA: 7,0

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