TREINANDO PAPAI
Andy Fickman
[The Game Plan, EUA, 2007]

Já pelo título do filme é possível saber tudo que vai acontecer durante a projeção. Isso fica mais evidente ainda quando se lê a sinopse. Nesse momento é possível prever cada cena, diálogo e mesmo
o desfecho. Dwayne “The Rock” Johnson aqui interpreta Joe Kingman, um jogador de futebol americano, solteirão convicto que se encontra na fase áurea da carreira. Do nada aparece a pequena Peyton Kelly (interpretada por Madison Pettis) com uma certidão de nascimento a mão batendo a sua porta. Ela é filha do grandalhão, fruto de um último encontro com sua ex-mulher. Antes, “The Rock” se consagrou em filmes de ação e essa é sua primeira investida em uma comédia boba, com orçamento bem alto e que pode ser vista por toda família. Afora o conceito “para todos”, a única coisa interessante mesmo são os músculos de Dwayne. Impossível passar incólume. [FA]

NOTA: 2,0

EFEITO DOMINÓ
Roger Donaldson
[The Bank Job, Inglaterra, 2008]

Misturando três bons ingredientes, Efeito Dominó, é um daqueles filmes bem acelerados, com roteiro bem amarrado e nele tudo se encaixa perfeitamente. O pano de fundo é o roubo do Llyod’s Bank, na Londres de 1971. A esse cenário se mistura um assalto, um líder revolucionário e um excelente escândalo. A história carrega reviravoltas, fatos verídicos e um pouco dos bastidores da família real inglesa da época. O filme é auto-explicativo em termos de história de fundo. Feito sob medida para isso, o roteiro de Dick Clemente e Ian La Frenais situa o espectado enquanto constrói os personagens e as condições para o assalto da “gangue do walkie talkie”. Os bandidos ficaram conhecidos com esse nome por conta de suas comunicações via rádio terem sido captadas por diversos rádio-amadores em Londres. [FA]
NOTA: 6,0

TRÊS VEZES AMOR
Adam Brooks
[Definitely, Maybe, EUA/Reino Unidos, 2008]

Com roteiro escrito por Adam Brooks (mesmo que fez Wimbledon e Bridget Jones: No Limite da Razão) Três Vezes Amor é mais uma comédia romântica, daquela em que os menos céticos e idealistas saem da sala pensando:”queria tanto que isso acontecesse comigo”. Na trama, Will Hayes (Ryan Reynolds) está se divorciando. Sua filha Maya (Abigail Breslin), começa a questioná-lo sobre como era sua vida antes do casamento. Will então começa então um jogo, no qual promete para filha contar sobre todos os seus relacionamentos do passado, mas ela terá de adivinhar qual das namoradas é sua mãe. Intercalando os casos, namoros e beijos do protagonista com as belas atrizes Isla Fisher, Elizabeth Banks e Rachel Weisz, o filme é um pouco cansativo já que passa por 16 anos da vida de Will e parece que não se desenvolve. Mesmo que tenhamos esperança de encontrar um grande amor ou acreditar que um antigo relacionamento pode voltar a dar certo, nada é tão perfeito da forma que acontece no filme e mesmo que o protagonista “quebre a cara” algumas vezes, ele consegue ser feliz no final. Ufa! [FA]

NOTA: 8,0

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