Festival será o primeiro a utilizar novo projetor. (Divulgação/Victor Jucá).

Festival será o primeiro a utilizar novo projetor. (Divulgação/Victor Jucá).

O Janela Internacional de Cinema do Recife será o primeiro festival a utilizar o novo equipamento permanente de projeção digital no cinema São Luiz, reivindicado há um ano pela classe do audiovisual pernambucano. O festival acontece entre os dias 6 a 15 de novembro.

A peça, adquirida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), órgão do governo estadual que administra uma das mais antigas e importantes salas de cinema do Brasil, o histórico São Luiz, será instalada e inaugurada nas próximas semanas, de acordo com prazo estabelecido pela Fundarpe.

Com isso, para se adequar à instalação do novo equipamento a ser utilizado, o Janela Internacional ajusta a sua data de realização para os dias 6 a 15 de novembro, de toda sua programação. O festival também divulga a arte deste ano, assinada por Clara Moreira.

O projetor digital Barco 23B 4K tem capacidade de apresentar filmes em 3D. Faz parte do pacote de equipamentos um servidor digital e novos processadores e amplificadores de som para formato Dolby 7.1. O termo de abertura de crédito suplementar em favor da Fundarpe, garantindo recursos de quase R$ 1,2 milhão para o novo projetor digital, foi assinado em 7 de novembro de 2014 pelo então governador João Lyra Neto.

“Desde 2010, nosso primeiro ano no São Luiz, que fazíamos o esforço técnico e financeiro de equipar o São Luiz todo ano com o mais alto padrão de projeção digital (formato DCP), o que nos permitiu exibir nossa programação de clássicos restaurados, longas e curtas metragens. Esta é uma reivindicação de todos os que trabalham com cinema em Pernambuco e defendem a preservação da história da cidade”, lembra o cineasta Kleber Mendonça Filho, realizador do Janela ao lado da produtora Emilie Lesclaux desde 2008.

Mobilização pelo São Luiz

O movimento em favor da aquisição do projetor digital ganhou força ano passado durante o VII Janela Internacional do Recife. Na noite de encerramento do festival, no dia 2 de novembro, antes da exibição do longa Sangue Azul, de Lírio Ferreira, o cineasta Pedro Severien, também dirigente do Canne (Centro Audiovisual Norte Nordeste), convocou o público a assinar uma petição em prol de um novo equipamento de projeção digital para o Cine São Luiz. Naquela noite, cerca de 300 pessoas assinaram o documento. O movimento causou repercussão na imprensa local e nacional e foi registrado em foto, com público do Janela, diretores e produtores reunidos em frente à tela de exibição.

“Já fazíamos projeção digital excelente no Janela, mas cerca de um quinto do orçamento do festival era destinado ao aluguel de equipamentos para a sala”, disse Emilie Lesclaux, também realizadora e produtora do Janela. Todo ano, ao final do Janela, os equipamentos eram encaixotados e despachados para o sul do país. A partir deste ano, o Janela, os demais festivais de cinema locais e a própria programação do São Luiz poderão contar com um equipamento de alta qualidade.

O cartaz do festival este ano. (Divulgação).

O cartaz do festival este ano. (Divulgação).

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