ASTERIX NOS JOGOS OLÍMPICOS
Frédéric Forestier
[Astérix Aux Jeux Olympiques, FRA, 2008]

Asterix Nos Jogos Olímpicos está sendo considerado pela imprensa francesa como o filme mais caro da história do País e marca a terceira aventura dos gauleses no cinema. Depois de lutarem contra César e contra Cleópatra, Astérix e Obélix rumam à Grécia para participar das Olimpíadas. Mas estes não são jogos normais e os heróis terão que vencer a competição de forma a evitar que Brutus, o filho de César, case com a Princesa Grega Irina e assim tome conta de todo Império Romano. Quem os ajuda é o jovem Apaixonadix, o amor secreto da princesa e que fará de tudo para vencer as competições e impedir que a sua amada caia nas mãos do vilão. Excluindo o sempre engraçado Gérard Depardieu no papel de Obélix, mais nenhum ator consegue ser cómico o suficiente. Todos aparecem rígidos demais e quase que inflexíveis ou aborrecidos durante a atuação. Além disso a fotografia é de péssima qualidade e os efeitos especiais também ficam muito aquem das cifras que envolveram a produção. Existem demasiadas participações de figuras internacionais como Michael Schumacher que acabam por enfraquecer a trama que mais se assemelha a uma noite de gala no castelo de Caras. A aventura dos gauleses então, soa como uma péssima e mal augorada prestação de homenagem aos Jogos Olímpicos. [FA]

NOTA: 4,0

PECADOS ÍNTIMOS
Todd Field
[Little Children, EUA, 2007]

Dificilmente a tradução para português do título do filme fica melhor que original, mas este merece. Sarah (Kate Winslet), jovem dona de casa que vê seus sonhos escorrerem por suas mãos ao ver-se casada com e Richard Pierce (Gregg Edelman), tarado por pornografia na Internet, e mãe de Lucy (Sadie Goldstein), mimada e carente de atenção. Ao pegar o marido cheirando uma calcinha de uma prostituta da rede, Sarah toma uma decisão nada convencional: ficar sexy para conseguir um amante. E assim consegue ficar ao lado de Brad (Patrick Wilson), casado com Kathy (Jennifer Connelly) e mãe de Aaron (Ty Simpkins). O encontro? Em uma piscina pública do bairro, repleto de mais mulheres casadas e convencionais. A traição aqui não é algo nojento, mas sobrevivência para dois casais fracassados sentirem a renovação do amor por si, pela vida e, acima de tudo, por seus parceiros. Mas como em todo filme, alguém tem que se dar mal. Nada mais clichê que em história com amantes. O longa recebeu três indicações ao Globo de Ouro.[LA]

NOTA: 5,0

EU E AS MULHERES
Jon Kasdan
[In the Land of the Women, EUA, 2007]

O jovem escritor Carter (Adam Brody) não poderia estar em momento pior de sua vida: acaba o namoro com uma atriz baladeira e não tem inspiração para seus projetos. Nada de uma ilha deserta ou cenários afrodisíacos para buscar fontes para sei livro, resolve sumir do show business e cuidar da avó doente no subúrbio de Detroit. Durante esse período, conhece vizinhas (Meg Ryan e Kristen Stewart) inusitadas e carentes, cruzando os dramas de cada uma com os seus e arrancando lágrimas altas do espectador. O grande beijo do jovem ator com Meg Ryan, na chuva e diante de lágrimas, enfraquece até os com ferro cirúrgico englobando o coração. Em atuação, Adam Brody não muda muito do seu sucesso televisivo The O.C. para a grande tela: caras e bocas e frases interminadas com muita gesticulação para expressar sentimentos, mas faz uma boa passagem pelo filme.[LA]

NOTA:8,0

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