Bandas novas descobertas pelo radar da Revista O Grito!, semanalmente.
Por Breno Soares

The Real Heat
Local: Londres, Inglaterra
Estilo: Electro / Glam / Club
Tags: teclados, vocal feminino, pinta, boate, roupas coloridas.

Esse trio de Londres é formado pelas garotas: Shaki (Dirty Shax), Suki e Saza. Com um som que realmente segue o estilo declarado da banda em sua página no myspace, elas fazem um estilo bem club, descaradamente electro com um sonoridade meio anos 80 que lá no fundo lembra algumas coisas do Information Society, como na deliciosa “come we go”, já por outras horas elas soam bem mais atuais, tendo sonoridades mais próximas do atual electroclash como na contagiante “hearts not innit”.

O visual das meninas lembra muito o da M.I.A., com excesso de informação, combinações caóticas e muita mor, mas o som nada tem a ver. Podem ser comparadas as Sugarbabes, caso pudessem ter feito seu próprio estilo e a Bananarama, caso tivem vivido sua adolescência nos anos 80 nos clubes de strip de Nova Iorque em vez do Pop Factory. Mesmo trabalhando com um estilo já muito explorado, elas conseguem deixar marcados seus vocais e suas batidas contagiantes na cabeça de quem ouve.

O site da banda é extremamente colorido e com links para a página do myspace (myspace.com/therealheat). Para conferir mais sobre as garotas visite: http://therealheat.co.uk

“Come We Go” (Ao Vivo)

[audio:http://this.bigstereo.net/wp-content/uploads/2008/05/love-no.mp3]
“Love No”

Redwire
Local: Bradford, Inglaterra
Estilo: Indie-pop / Punk
Tags: roupa preta, jaqueta de couro, cabelo indie, guitarras secas, pós-punk.

Com um visual parecido com o da banda The Bravery, esses meninos apostam no som direto, guitarras sem muitos efeitos, pose – e influência pós-punk – e refrões marcantes. Declaradamente influenciados por grupos como The Smiths, Rod Stewart (isso mesmo!), Sex Pistols, Clash, Milburn, Kinks, Stereophonics, The Jam, entre outros, os garotos estão chegando e construindo o seu som.

A banda é formado por Matt Hawthorn (baixo e backing vocal), Joe Parkinson (guitarra e backing vocal), Gab Dardes (baixo) e Tom Nova (vocal e sintetizadores). Vale a pena ficar de olho, porque mesmo não podendo mudar a música ou ser mais uma vez a “salvação do rock”, eles não irão passar despercebidos. Já estão confirmados para tocar no Leeds Festival. Estão lançando seu primeiro álbum chamado Skins And Bones e estão trabalhando na internet seu primeiro single “Let Yourself Go”. Fashionistas eles já são, o que na Inglaterra já é meio caminho andado.

Para conferir mais sobre a banda: www.myspace.com/redwireofficial

Pinstripe
Local: Shepton Mallet, Reino Unido
Estilo: Alternativo, Rock, Pop
Tags: gel, falso moicano, cabelo nos olhos, calça skiny, blusinha curta, cinto de tachinas.

Com um visual emo, a banda engana um pouco para os que julgarem a parte pelo todo ou tiverem preconceito com certas indumentárias. Eles têm uma sonoridade pop-rock, onde você se depara com a gostosa fórmula guitarras + teclados.

O som deles não tem muito enfeite. Um pop-rock legal de ouvir com umas batidas gostosas e umas pegadas de guitarras legais. O grupo formado por Josh Thorner (voz e piano), Liam Sealey (bateria), Louis Standard (guitarra) e Charlie Brixey (baixo), estão disponibilizando para venda as músicas de seus EPs lançados em 2006 e 2007. Para os interessados, basta entrar neste site e comprar as músicas.

Os meninos após ganharem uma competição de bandas independentes, foram chamados para tocar no festival de Glastonbury. Agora em 2008 eles começaram a gravação de álbum de estréia e saíram em sua primeira turnê americana. Para conferir mais da banda, é só ir ao site oficial.

[audio:http://audio.sxsw.com/2008/mp3/Pinstripe-Closest_Thing_to_Heaven.mp3]
“Closest Thing To Heaven”

[audio:http://www.hotlinkfiles.com/files/1217485_k5yg1/PinStripe-Anna.mp3]
“PinStripe”

Rebecca Rothwell
Local: Manchester, Inlgaterra
Estilo: Indie / Folk / Acústico
Tags: palminhas, violão, vocal feminino, tarde chuvosa.

Essa cantora inglesa da aclamada Manchester, foi na contramão dos que saíram de lá e fizeram muito sucesso. Em vez de investir no pop como dos Smiths ela preferiu se agarrar a um violão e fazer algo que está mais próximo do Nick Drake, ainda que não tão triste.

A cantora é eclética em suas influências, tendo como inspiração artistas como Nat King Cole, Ray Charles, Carole King, Joni Mitchell, Carly Simon, Tracy Chapman, Hall and Oates, Fleetwood Mac, Bill Withers, The Beatles, Simon and Garfunkel, Rolling Stones, Dolly Parton, David Bowie. Para quem gosta de Feist, Tori Amos, Missy Higgins e artistas no estilo, com certeza vai ficar bastante interessado em conhecer o Trabalho da Rebecca Rothwell.

Ela é a irmã quieta dos sucessos femininos saídos da ilha da Rainha recentemente.

Para ouvir no myspace: www.myspace.com/rebeccarothwell

“Shine” (Ao vivo no SSR Manchester)

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